SEREMOS POTÊNCIA MUNDIAL UM DIA? PARTE 2

SEREMOS POTÊNCIA MUNDIAL UM DIA? PARTE 2

Facebook
WhatsApp
X
Threads

André Davi Martins é Tenente da Polícia Militar, escritor, professor de tiro e mediador de conflitos do Cejusc.

O tempo passa e as notícias sobre nosso amado país surgem aos borbotões, sempre negativas, colocando em prática o ditado que diz: “Nada é tão ruim que não possa ser piorado”.
Seguimos ladeira abaixo em alta velocidade, com a educação aos frangalhos, com o IDEB despencando, com legiões de adolescentes saindo do ensino médio analfabetos funcionais.
Enquanto no Brasil seguimos na direção da permissividade, da não cobrança, somos obrigados a fazermos comparações, principalmente com países mais desenvolvidos.
Entre os EUA e o Brasil, existem diferenças abissais, que servem, entre outras coisas, para demonstrar as diferenças na economia, educação e outras áreas.
Enquanto aquele país foi formado por colonizadores da terra que tinham como meta trabalharem e criarem divisas, fazerem fortuna, possuírem terras, o nosso foi formado por criminosos degredados, e pessoas que tinham como meta escravizarem nossos índios e roubarem nossas riquezas minerais.
Diante desta observação, fiz um estudo sobre o tema de concessões de impostos, tributos, isenções, descontos, incentivos, forma de tratamento para com o empregado e patrão, etc, e constatei uma grande diferença entre o sistema trabalhista do BRASIL e dos EUA.
O americano tem como princípio ser forte, ser rico, ser poderoso, trabalhar firme para conquistar sua independência. Naquele país vigora o princípio da confiança, da obediência às regras impostas, ao patriotismo, o respeito às instituições. É muito comum, em locais públicos, ao ouvirem o hino americano, todos para prontamente e colocam a mão no peito, em sinal de respeito. Todas as residências possuem em sua fachada uma bandeira americana. Militares são tratados como heróis, e não pagam para comerem em restaurantes ou para viajar de ônibus. Ao pedirem a conta, ouvem: Obrigado por seus serviços. Forças policiais eficientes, que contam como o absoluto apoio da população. Noções de patriotismo e propriedade privada arraigadas desde sempre, onde o ladrão pego invadindo uma residência fatalmente será alvejado e morto, onde o condutor pego dirigindo embriagado é preso, vai pra cadeia, e seu veículo é apreendido e leiloado, onde adolescente que comete crime é algemado e preso, e responde como se adulto fosse.
O empregado americano não tem 13º salário, não tem hora extra, não tem férias.
Também não há sistema gratuito de saúde. Não há o protecionismo absurdo de centenas de leis trabalhistas.
O privilegiado lá é o patrão, que ao abrir um novo negócio só começa a pagar impostos quando começar a ter lucros.
Este sistema, antagônico ao do Brasil, gera como resultado prático uma legião de empresários bem-sucedidos, que ao serem protegidos e incentivados, se tornam fortes e abrem novos negócios, gerando mais e mais empregos.
Como consequência, os americanos, com a alta demanda de empregos, podem escolher onde querem trabalhar, abrindo mão dos trabalhos menos nobres, que são exercidos pelos imigrantes latinos, entre eles brasileiros, que se sujeitam a trabalharem na construção civil, de faxineiras, garçons, garis, taxistas, entre outros, por 120 dólares ao dia, 720 dólares por semana, 2.880 dólares por mês, que dá cerca de 18 mil reais mensais, fora as horas extras.
Na esfera da segurança, os EUA também estão apontando um caminho muito claro: Criminosos não tem nenhuma chance.
Naquele país o policial trabalha sozinho na viatura, pois todos sabem que se houver um confronto, o policial vai atirar no suspeito.
Conduzir veículo embriagado? Cadeia e apreensão do veículo, que é leiloado, e o dinheiro vai para campanhas contra o alcoolismo.
Dirigir sem habilitação? Cadeia. A esposa de um famoso cantor brasileiro foi presa em Miami ontem por dirigir sem CNH.
Crianças de 5 anos sendo algemadas? Sim, lá a coisa funciona.
Já neste país tupiniquim, nossa esquerda segue firme incentivando os brasileiros a nutrirem ódio à bandeira e outros símbolos patrióticos, seguem sucateando a educação, incentivando o brasileiro médio a não trabalhar.
Temos centenas e centenas de leis trabalhistas, que geram garantias e mais garantias aos empregados, seguro desemprego, adicional de periculosidade, adicional noturno, adicional para quem usa produto químico para limpar banheiro, auxílio maternidade, auxílio defeso para os pescadores, como na Paraíba, onde detectaram que há 800 pescadores cadastrados para cada barco existente. Há tanto auxílio que estados do norte e nordeste já existem mais pessoas beneficiadas pelo bolsa-família que registrados em carteira.
Já são 59 milhões de brasileiros no programa bolsa família. Agora, o congresso acaba de promulgar a lei do vale-gás, em que famílias carentes terão direito a botijão de gás gratuito, que vem se somar a tarifa de energia social.
Ou seja, ao invés do país estar caminhando na direção de tirar aquele brasileiro da pobreza com mais estudos, mais oportunidades de empregos, não, prefere deixa-lo na pobreza e jogar migalhas disfarçadas de ajuda.
Estudos concretos já constataram que muito em breve os aposentados deixarão de receber a aposentadoria, por não haver mais pessoas trabalhando.
Para a previdência funcionar adequadamente, a pirâmide deve ter a base com muitos jovens contribuindo, para que a parte de cima, os idosos, possam usufruir do benefício, ocorre que a pirâmide está invertida, com cada vez menos jovens trabalhando e contribuindo e com cada vez mais idosos recebendo, ou seja, a conta não fecha.
A esquerda está distribuindo o peixe ao invés de ensinar a pescar.
Ao invés de estarmos comemorando a abertura de novas empresas, a criação de novos empregos, construção de novas rodovias, melhoria da malha ferroviária, estamos comemorando a criação da lei do vale-gás, onde famílias carentes terão direito a um botijão de gás por mês de graça (de graça nada, alguém vai pagar por este botijão, adivinhem quem?)
Também não é novidade que o governo enviará ao congresso, após o carnaval, projeto de lei que extingue a escala 6×1, ou seja, se aprovada, irá exigir mais contratações e mais gastos daqueles que já são sugados ao extremo, os empresários, os empregadores, os verdadeiros geradores de divisas.
No Brasil é um crime ser rico, um sacrilégio ser bem-sucedido. O estado despeja nas costas do empresário toda sorte de impostos e encargos, como se ele fosse errado por ser empregador.
Junte-se a este quadro nefasto as medidas tomadas pela equipe econômica, que cria um novo imposto a cada 34 dias, que faz todas as estatais darem prejuízo, que já acumula um déficit da dívida pública na casa dos 10 trilhões, um banco central que elevou a taxa celic a 15%, a mais alta da história e uma das mais altas do planeta, fazendo com que a economia praticamente fique estagnada, e não haja aumento da inflação, varas trabalhistas abarrotadas de ações que, em seu final, quase sempre dão razão ao empregado reclamante, o coitadismo arraigado no âmago daqueles que pensam que é obrigação do estado lhe prover as necessidades básicas, e temos um país gigante, com a maior malha hidroviária do planeta, com a maior floresta tropical, celeiro do mundo, com recursos minerais inexplorados, mas que não progride, não avança.
Dito isso, pergunto: Qual sistema é melhor? Qual o futuro dos EUA e do Brasil?
O do Brasil, que possui 12 milhões de desempregados, ou o americano, que deixa seu trabalhador escolher onde quer trabalhar?
Você, trabalhador brasileiro, que não tem um curso superior ou grandes qualificações, se pudesse escolher, ia querer morar e trabalhar em qual dos dois países?
O que não te dá privilégio quase nenhum, mas te garante um bom emprego para ganhar até 50 mil por mês, ou onde se tem um monte de pseudodireitos e garantias, mas não há emprego para todos? Pensemos.