Verbas de turismo para Santa Fé do Sul entram na mira do STF em investigação contra Valdemar Costa Neto

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Mais de R$ 9,5 milhões em emendas parlamentares destinadas ao município de Santa Fé do Sul estão no centro de uma investigação da Polícia Federal que resultou no bloqueio de bens do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. A decisão foi tomada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o bloqueio de até R$ 119 milhões em bens do dirigente partidário. O valor corresponde ao montante de recursos públicos sob suspeita de terem sido direcionados de forma irregular por meio de um esquema que, segundo as investigações, burlava as regras do Congresso Nacional.

A apuração é um desdobramento da Operação Transparência, conduzida pela Polícia Federal. Os investigadores suspeitam que funcionários da Câmara dos Deputados eram utilizados para registrar emendas em nome de parlamentares, embora as ordens para a destinação dos recursos partissem de Valdemar Costa Neto, que não exerce mandato eletivo.

Segundo a PF, foram apreendidos documentos, planilhas e mensagens que indicariam a atuação do dirigente na indicação das emendas. Em Santa Fé do Sul, o município recebeu três emendas voltadas ao setor de turismo, que, somadas, ultrapassam R$ 9,5 milhões. A investigação também cita outros municípios em diferentes estados brasileiros que receberam recursos considerados suspeitos.

De acordo com o inquérito, parte das verbas destinadas ao turismo teria sido utilizada para custear apresentações de artistas sertanejos em festas de peão e eventos municipais, por meio de contratos vinculados ao Ministério do Turismo. Entre os nomes mencionados na investigação estão a dupla Thaeme & Thiago, a banda Traia Véia e a cantora Mariana Fagundes.

Em nota, Valdemar Costa Neto negou qualquer irregularidade na destinação dos recursos públicos. Ele afirmou que é comum líderes partidários articularem emendas para municípios que não possuem representação própria na Câmara dos Deputados. A defesa também criticou a decisão do STF, alegando que o bloqueio de bens foi baseado em fundamentos frágeis e que não há provas de participação do dirigente em qualquer fraude.

Os advogados informaram que irão recorrer da decisão e reforçaram que a interlocução entre líderes partidários e parlamentares faz parte da atividade política. Enquanto as investigações prosseguem, a Câmara dos Deputados deverá encaminhar ao STF toda a documentação referente às emendas citadas no inquérito. Até o momento, o caso segue em fase de investigação e não há decisão definitiva da Justiça. Ver menos

Fonte: enoroeste.com.br

Foto: Presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. Foto: Divulgação