SP pagou por obra superfaturada em estradas, diz auditoria

SP pagou por obra superfaturada em estradas, diz auditoria

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O Estado de São Paulo pagou por obras fantasmas e bancou preços superfaturados em um programa de construção de estradas no interior do estado, revelam auditorias da Controladoria-Geral do Estado de São Paulo (CGE-SP).

As investigações da CGE-SP sobre o programa Melhor Caminho se referem a obras da gestão João Doria/Rodrigo Garcia. A administração Tarcísio de Freitas (Republicanos) havia levantado as suspeitas sobre as obras logo no início da gestão, mas a Secretaria da Agricultura atuou para enterrar a apuração. O Ministério Público de São Paulo (MPSP), porém, já abriu cerca de 150 inquéritos sobre o caso, e o Metrópoles já havia mostrado diversas suspeitas sobre as obras.

Uma das auditorias, por exemplo, mostra que foi pago um projeto para uma estrada em Andradina, onde a pavimentação já existia. Em 15 municípios, foram pagos projetos de obras que foram canceladas, causando prejuízo de R$ 471 mil.

A auditoria também constatou que foram pagos R$ 7,6 milhões por primeiras medições em obras em que a única coisa que havia sido feita era a instalação da placa, anunciando a promessa de melhorias. Esse tipo de prática era vetada pelos contratos – para ilustrar o problema, eram pagos até R$ 28 mil quando o custo de uma placa não passava de R$ 500.

As auditorias encontraram ainda treinamentos junto aos municípios que nunca foram realizados. Da mesma forma, o estado pagou por uma frota de 83 veículos, mas a quantidade real de carros era de 29 – prejuízo de quase R$ 1 milhão.

“Há indícios de prejuízos ao erário tanto na elaboração dos projetos, quanto na execução das obras, com serviços prestados de baixa qualidade técnica ou, até mesmo, desnecessários (confecção de projetos para obras canceladas, superdimensionamento dos serviços, duplicidade de trechos, inexequibilidade de realização dos serviços nos locais indicados, reexecução de obra fora do objeto do programa, entre outros)”, diz a auditoria.

Fonte: metropoles.com

Foto: Divulgação/Governo de SP