Em busca de opções que ajudem a potencializar o tratamento da doença de Parkinson, cientistas testaram, com sucesso, o uso de veneno de abelhas em ratinhos. Os animais mostraram melhora comportamental após receber a dose.
Os tratamentos disponíveis para Parkinson atualmente não conseguem curar a doença, apenas controlar os sintomas. O veneno de abelha tem compostos ativos como melitina, fosfolipase A2 e apamina, que são ligados à capacidade anti-inflamatória, antioxidante e à proteção neuroativa.
A hipótese dos cientistas era que esses benefícios poderiam potencializar os efeitos da levodopa + carbidopa, o medicamento padrão para tratar Parkinson. Os resultados foram publicados na revista Neuroprotection em 20 de maio.
Os ratinhos que receberam a combinação apresentaram simetria dos membros anteriores próxima ao normal e arrastaram menos a patinha, indicando melhora na performance motora. Os animais também tiveram melhora na memória, reconhecendo normalmente novos objetos.
O estudo não avaliou níveis de dopamina, sobrevivência dos neurônios ou marcadores moleculares de inflamação e estresse oxidativo. Foram observados apenas benefícios comportamentais.
Fonte: metropoles.com
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