7 de novembro de 2026

Ministro da Saúde Defende no STF a Manutenção da Proibição de Bets no Brasil

Ministro da Saúde Defende no STF a Manutenção da Proibição de Bets no Brasil

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, defendeu com veemência nesta semana, a proibição das empresas de apostas online. Durante audiência pública convocada pelo Supremo Tribunal Federal, o ministro expressou extrema preocupação com os impactos devastadores das bets no SUS.

Ele destacou os graves riscos à saúde mental, incluindo o aumento alarmante de pessoas que tiram a própria vida devido ao endividamento excessivo. Na avaliação enfática do representante da pasta federal, a única solução eficaz para evitar casos graves de ludopatia é a manutenção do veto. Padilha ressaltou ainda perante a Suprema Corte que nenhum país do mundo registrou melhora nos indicadores de saúde após a legalização desses jogos.

O debate judicial ocorre após convocação do ministro Luiz Fux para analisar recursos apresentados por entidades representativas do setor de apostas online. Associações como a de Jogos e Loterias exigem na Justiça a derrubada imediata da medida provisória editada em setembro que proibiu a publicidade.

Contudo, o Ministério da Saúde apresentou dados estatísticos alarmantes que comprovam a urgência da medida restritiva adotada pelo governo federal. A pasta registrou um crescimento expressivo de 200% na procura por atendimento psiquiátrico e psicológico no SUS em decorrência do vício em apostas. Além disso, levantamentos oficiais revelam que vinte e oito milhões de brasileiros realizaram apostas nos doze meses que antecederam a proibição oficial.

Deste universo expressivo de apostadores, cerca de onze milhões de cidadãos apresentaram padrões comportamentais de risco ou vício severo em jogos. O ministro detalhou que o sistema governamental já contabilizou um milhão e duzentos mil pedidos de autoexclusão de CPFs para barrar os acessos.

Cerca de quarenta por cento dessas pessoas confessaram abertamente que perderam completamente o controle de suas vidas financeiras e emocionais. Para o governo, a questão ultrapassa a simples perda de dinheiro, transformando-se em uma grave crise de saúde pública e de violência familiar. O Ministério da Saúde reafirma que continuará lutando no STF para preservar vidas e barrar a expansão descontrolada das plataformas de apostas.

Fonte: Metropoles.com