DIFERENÇAS ENTRE BRASIL E EUA

DIFERENÇAS ENTRE BRASIL E EUA

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André Davi Martins é Tenente da Polícia Militar, escritor, professor de tiro e mediador de conflitos do Cejusc.

É muito comum nós, brasileiros, copiarmos os modismos americanos, nomes, jogos, estilos musicais, estilo de veículos, etc.

Pena que, no que é mais importante, no que é mais valioso, não fazemos a mesma coisa.

Entre os EUA e o Brasil, existem diferenças abissais, que servem, entre outras coisas, para demonstrar as diferenças na economia, educação e outras áreas.

Enquanto aquele país foi formado por colonizadores da terra que tinham como meta trabalharem e criarem divisas, fazerem fortuna, possuírem terras, o nosso foi formado por criminosos degredados, e pessoas que tinham como meta escravizarem nossos índios e roubarem nossas riquezas minerais.

Diante desta observação, fiz um estudo sobre o tema de concessões de impostos, tributos, isenções, descontos, incentivos, forma de tratamento para com o empregado e patrão, etc, e constatei uma grande diferença entre o sistema trabalhista do BRASIL e dos EUA.

O americano tem como princípio ser forte, ser rico, ser poderoso, trabalhar firme para conquistar sua independência. Naquele país vigora o princípio da confiança, da obediência às regras impostas, ao patriotismo, o respeito às instituições. É muito comum, em locais públicos, ao ouvirem o hino americano, todos para prontamente e colocam a mão no peito, em sinal de respeito. Todas as residências possuem em sua fachada uma bandeira americana. Militares são tratados como heróis, e não pagam para comerem em restaurantes ou para viajar de ônibus. Ao pedirem a conta, ouvem: Obrigado por seus serviços. Forças policiais eficientes, que contam como o absoluto apoio da população. Noções de patriotismo e propriedade privada arraigadas desde sempre, onde o ladrão pego invadindo uma residência fatalmente será alvejado e morto, onde o condutor pego dirigindo embriagado é preso, vai pra cadeia, e seu veículo é apreendido e leiloado, onde adolescente que comete crime é algemado e preso, e responde como se adulto fosse.

O empregado americano não tem 13º salário, não tem hora extra, não tem férias.

Também não há sistema gratuito de saúde. Não há o protecionismo absurdo de centenas de leis trabalhistas.

O privilegiado lá é o patrão, que ao abrir um novo negócio só começa a pagar impostos quando começar a ter lucros.

Este sistema, antagônico ao do Brasil, gera como resultado prático uma legião de empresários bem-sucedidos, que ao serem protegidos e incentivados, se tornam fortes e abrem novos negócios, gerando mais e mais empregos.

Como consequência, os americanos, com a alta demanda de empregos, podem escolher onde querem trabalhar, abrindo mão dos trabalhos menos nobres, que são exercidos pelos imigrantes latinos, entre eles brasileiros, que se sujeitam a trabalharem na construção civil, de faxineiras, garçons, garis, taxistas, entre outros, por 120 dólares ao dia, 720 dólares por semana, 2.880 dólares por mês, que dá cerca de 18 mil reais mensais, fora as horas extras.

Já neste país tupiniquim, nossa esquerda segue firma incentivando os brasileiros a nutrirem ódio à bandeira e outros símbolos patrióticos, seguem sucateando a educação, incentivando o brasileiro médio a não trabalhar. Temos centenas e centenas de leis trabalhistas, que geram garantias e mais garantias aos empregados, seguro desemprego, adicional de periculosidade, adicional noturno, adicional para quem usa produto químico para limpar banheiro, auxílio maternidade, auxílio defeso para os pescadores, como na Paraíba, onde detectaram que há 800 pescadores cadastrados para cada barco existente. Há tanto auxílio que estados do norte e nordeste já existem mais pessoas beneficiadas pelo bolsa-família que registrados em carteira.

Atualmente temos 54 milhões de pessoas beneficiadas por este programa, o que dá cerca de um quarto de toda a população brasileira, e cerca de um terço de todos os eleitores.

Já há estudos concretos que constataram que muito em breve os aposentados deixarão de receber a aposentadoria, por não haver mais pessoas trabalhando. A esquerda está distribuindo o peixe ao invés de ensinar a pescar.

No Brasil é um crime ser rico, um sacrilégio ser bem-sucedido. O estado despeja nas costas do empresário toda sorte de impostos e encargos, como se ele fosse errado por ser empregador.

Junte-se a este quadro nefasto as medidas tomadas pela equipe econômica, que cria um novo imposto a cada 34 dias, que faz todas as estatais darem prejuízo, que já acumula um déficit de mais de 200 bilhões, um banco central que elevou a taxa celic a 15%, a mais alta da história e uma das mais altas do planeta, fazendo com que a economia praticamente fique estagnada, e não haja aumento da inflação, Varas Trabalhistas abarrotadas de ações que, em seu final, quase sempre dão razão ao empregado reclamante, o coitadismo arraigado no âmago daqueles que pensam que é obrigação do estado lhe prover as necessidades básicas, e temos um país gigante, com a maior malha hidroviária do planeta, com a maior floresta tropical, celeiro do mundo, com recursos minerais inexplorados, mas que não progride, não avança.

Dito isso, pergunto: Qual sistema é melhor?

O do Brasil, que possui 12 milhões de desempregados, ou o americano, que deixa seu trabalhador escolher onde quer trabalhar?

Você, trabalhador brasileiro, que não tem um curso superior ou grandes qualificações, se pudesse escolher, ia querer morar e trabalhar em qual dos dois países?

O que não te dá privilégio quase nenhum, mas te garante um bom emprego para ganhar até 50 mil por mês, ou onde se tem um monte de pseudodireitos e garantias, mas não há emprego para todos? Pensemos.