21 de abril de 2026

Caso Guerino: execução de delegado chefe de inteligência da polícia completa 9 anos em Rio Preto

Caso Guerino: execução de delegado chefe de inteligência da polícia completa 9 anos em Rio Preto

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Guerino Solfa Neto, à época com 43 anos, foi encontrado morto às margens da rodovia Washington Luís (SP-310), em 25 de junho de 2016. Ele foi atingido por oito tiros e teve a caminhonete roubada. Os três envolvidos no crime foram condenados.

A execução do delegado chefe de inteligência do Departamento de Polícia Judiciária de São José do Rio Preto, Interior 5 (Deinter-5), de São José do Rio Preto, Guerino Solfa Neto, à época com 43 anos, completa nove anos. O agente foi encontrado sem vida, às margens da rodovia Washington Luís (SP-310), em 25 de junho de 2016.

Horas antes de ser morto, o delegado estava em uma festa que ocorreu em uma chácara próxima à rodovia Transbrasíliana (BR-153). Ao sair desse evento, ele foi abordado e executado por três homens: Abner Saulo Oliveira Calixto, Rodrigo Geraldo Costa de Lima e Elias Fernandes Nascimento.

O corpo de Guerino foi encontrado próximo à rodovia Washington Luís, com oito perfurações provadas por tiros. A caminhonete que o delegado conduzia foi roubada. Inicialmente, os três investigados não foram localizados.

O veículo foi achado dias depois, em um bairro da zona sul de São Paulo (SP), em frente à casa de familiares de Abner.

À época, Abner cumpria pena por roubo no Centro de Progressão Penitenciária (CPP) de São José do Rio Preto e havia sido beneficiado com a saída temporária para visitar a família. Abner se entregou três dias depois do crime para a polícia, na capital paulista, dizendo que tinha matado o delegado sem ajuda de outras pessoas.

No início das investigações, a polícia seguiu a linha da participação de um segundo suspeito, sendo ele Rodrigo, que também estava preso no CPP por tráfico de drogas e recebeu o benefício junto com Abner. Rodrigo foi abordado pela Polícia Civil ao retornar da “saidinha” e confessou que o ajudou a render e a roubar Solfa Neto.

No dia seguinte à prisão de Rodrigo, Elias foi localizado e preso. O jovem, que à época tinha 18 anos, contou em depoimento à polícia que encontrou Rodrigo e Abner em uma praça de Ipiguá e levaria a dupla até a rodoviária de Rio Preto. Segundo ele, no meio do caminho, Abner e Rodrigo resolveram roubar a caminhonete do delegado, que estava estacionada no acostamento da rodovia.

Questionados pelos policiais, Abner e Rodrigo disseram que resolveram roubar a caminhonete para visitar parentes em São Paulo, já que estavam em saída temporária e, somente depois de renderem a vítima, descobriram que Guerino era delegado. A arma usada no crime era de Sofa Neto e foi deixada entre o banco do motorista e do passageiro. Em 13 de julho de 2016, a polícia fez a reconstituição do crime.

À época, a investigação também apontou que, antes de abordar o delegado, os investigados tinham roubado outra caminhonete em Guapiaçu.

Condenações

Um ano após a execução, Abner e Rodrigo foram condenados a 30 anos de prisão cada um, em regime fechado, pena máxima para o crime de latrocínio. Já Elias, que teria dado carona para os dois, foi condenado a 20 anos.

Em 2018, o Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo converteu a pena de Abner para 29 anos e dois meses de prisão em regime fechado, além de uma multa. Pouco tempo depois, a condenação de Rodrigo também foi reduzida para 25 anos e multa.

A pena mais reduzida foi a de Elias, que foi de 20 anos para cinco anos e quatro meses, além de uma multa. Ele já cumpriu a pena e está em liberdade.

Abner atualmente cumpre pena na penitenciária de Valparaíso. Já Rodrigo segue preso na penitenciária de Lavínia.

Fonte: g1