Câncer de pele: como identificar e qual tratamento?

Câncer de pele: como identificar e qual tratamento?

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O câncer de pele é resultado do crescimento desordenado de células anormais na derme ou epiderme, as camadas da pele. A origem dos tumores se dá a partir de mutações que fazem com que as células da pele se multipliquem rápida e desordenadamente. O câncer de pele é o mais frequente no Brasil e, em mulheres, o de mama fica em segundo lugar.

O que é o câncer de pele e quais os tipos da doença?

O câncer de pele é uma doença que ocorre por causa do desenvolvimento anormal das células da pele: elas se multiplicam repetidamente até formar um tumor maligno. Mas essa é uma doença que tem cura, se descoberta logo no início.

Existem alguns fatores de risco que podem potencializar o desenvolvimento do câncer:

• Histórico familiar de câncer de pele.

• Pele e olhos claros, com cabelos ruivos ou loiros.

• Pessoas que trabalham frequentemente expostas ao sol, sem a proteção adequada.

• Exposição prolongada e repetida ao sol na infância e na adolescência.

É fundamental destacar que a exposição ao sol é importante para a saúde, mas é preciso ter cuidado com o excesso. Quando seus raios ultravioleta (tipo B) atingem as camadas mais profundas da pele, eles podem alterar suas células e provocar envelhecimento precoce, lesões nos olhos e até essa doença.

Existem três tipos de câncer de pele:

• Carcinoma Basocelular: Esse é o tipo mais comum, que começa nas células basais, que produzem novas células da pele conforme as antigas morrem. Normalmente, é caracterizado por um nódulo de cera branco ou uma mancha escamosa marrom em áreas que estão expostas ao sol.

• Carcinoma Espinocelular: Segundo tipo mais recorrente, que normalmente ocorre em razão da presença de células escamosas na camada mais superficial da pele (epiderme).

• Melanoma: O melanoma é o tipo mais raro de câncer e tem origem nas células produtoras de melanina, substância que determina a cor da pele. Pode surgir em qualquer área do corpo humano.

Como identificá-lo?

Para identificar sinais que possam indicar o desenvolvimento da doença existe um exame chamado de “ABCD”, que é feito a partir da observação das características de manchas e pintas para verificar se existem sinais que possam corresponder a câncer.

Os sintomas mais comuns da doença são pintas que:

• Aumentam de tamanho.

• Coçam ou sangram.

• Mudam de cor.

• Têm formato irregular.

Além disso, existem alguns tumores que podem ter aspecto de lesões tipo verrugas, nódulos sobrelevados e avermelhados e manchas mais ásperas. Essas lesões devem ser sempre investigadas, especialmente se surgirem de repente, demoram mais de 4 semanas para cicatrizar e/ou apresentam aumento de tamanho ou sangramento.

Qual o tratamento para o câncer de pele?

As boas notícias são que a maioria dos cânceres de pele são diagnosticados no início e o principal tratamento consiste em cirurgia para retirada de lesão ou pinta.

Em alguns casos, especialmente nos de melanoma, além da cirurgia da própria lesão, pode ser indicada a retirada de alguns gânglios (linfonodos) próximos à lesão.

Nas situações em que a cirurgia não for possível, pode ser utilizada a radioterapia para auxílio do tratamento. Já quando o tumor não é mais localizado e apresenta metástases, existem tratamentos com quimioterapia e imunoterapia, a depender do tipo de câncer.

Dr. Alexandre Kataoka, Cirurgião Plástico. Perito concursado da Secretaria da Justiça de São Paulo – Instituto de Medicina Social e Criminologia do Estado de São Paulo. Membro Efetivo da Câmara Técnica em cirurgia plástica – CFM. Conselheiro Responsável da Câmara Técnica do Cremesp. Coordenador da Comunicação do Cremesp. FG Assessoria de Comunicação & Imprensa.