Cuidado com essa mentira que te contaram sobre o álcool.
“Só um pouquinho não faz mal.”
Será mesmo?
O álcool não precisa ser consumido em excesso para entrar na conversa sobre câncer. O risco aumenta conforme a exposição aumenta, e não foi estabelecida uma quantidade de álcool completamente livre de risco para câncer.
A IARC, agência da OMS especializada em câncer, classifica as bebidas alcoólicas como carcinogênicas para humanos, Grupo 1. Isso significa que existe evidência suficiente de causalidade em humanos.
Hoje, o consumo de álcool está causalmente relacionado a pelo menos 7 tipos de câncer, incluindo boca, garganta, laringe, esôfago, fígado, colorretal e mama feminina.
E o impacto é enorme: em 2020, aproximadamente 741.300 novos casos de câncer no mundo, cerca de 4,1% do total, foram atribuídos ao álcool. Mesmo o consumo considerado moderado, abaixo de 2 doses por dia, respondeu por mais de 100 mil casos.
Parte da explicação acontece depois do primeiro gole. O organismo metaboliza o etanol formando acetaldeído, composto genotóxico capaz de provocar danos ao DNA. O álcool também pode aumentar o estresse oxidativo, alterar o metabolismo do folato e interferir em hormônios envolvidos em alguns cânceres.
Vinho, cerveja ou destilado mudam a bebida, mas todos fornecem etanol. Para o risco de câncer, quanto menor a exposição ao álcool, menor tende a ser o risco.
Compartilhe esta informação com alguém que ainda acredita que câncer relacionado ao álcool só acontece com quem bebe muito.
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REFERÊNCIAS:
IARC/WHO, Alcohol and Cancer e Handbooks Vol. 20A (2024).
Rumgay et al., Lancet Oncology (2021), DOI: 10.1016/S1470-2045(21)00279-5.
U.S. Surgeon General, Alcohol and Cancer Risk Advisory.
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