17 de janeiro de 2026

Acusado de incendiar cela é indiciado por oito mortes e três tentativas de homicídio

Acusado de incendiar cela é indiciado por oito mortes e três tentativas de homicídio

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Homem acusado de atear fogo em cela passa a responder por oito mortes e três tentativas de homicídio; tragédia expõe falhas do sistema prisional

O incêndio que matou oito detentos na Penitenciária de Marília em novembro de 2025 teve um desdobramento crucial: a Justiça tornou réu Leandro Inácio da Silva. Ele agora vai responder oficialmente por oito homicídios triplamente qualificados e três tentativas de homicídio, conforme decisão do juiz Arnaldo Luiz Zasso Valderrama, da 3ª Vara Criminal, após denúncia do Ministério Público de São Paulo.

O crime aconteceu no Setor de Inclusão da unidade, às 16h45 do dia 25 de novembro. De acordo com o MP, Leandro, com histórico de reincidência e punições disciplinares, ateou fogo a um colchão e o arremessou em um almoxarifado repleto de materiais inflamáveis. A fumaça tóxica se espalhou pelo local fechado e sufocou os detentos trancados em suas celas.

Cinco morreram no momento do incêndio, dois faleceram ainda no Hospital das Clínicas naquele mesmo dia, e Augusto da Silva Gonçalves não resistiu e morreu quatro dias depois, vítima de complicações provocadas pela inalação da fumaça. Outros três presos ficaram em estado grave, internados em UTIs.

As vítimas confirmadas são: Doildo Diego Pires, Wallace Ferreira dos Reis, Charles Andrey Souto Silva, Wender Felipe Maciel, Matheus Gregorio da Silva, Caio Vinicius Oliveira, Thiago Nascimento de Oliveira e Augusto da Silva Gonçalves.

O juiz arquivou a investigação sobre policiais penais e outros detentos citados inicialmente, por falta de provas. Leandro continua internado no Hospital das Clínicas de Marília, enquanto o processo penal segue em andamento.

Por Roberto Tribuna News