O mês de novembro traz à tona a campanha Novembro Roxo, focada na conscientização sobre a prematuridade e na assistência aos recém-nascidos. O movimento destaca que bebês nascidos antes de 37 semanas de gestação continuam precisando de acompanhamento especializado mesmo após a alta hospitalar.
Desenvolvida em parceria com a Organização Mundial da Saúde, a mobilização deste ano traz um lema direto sobre a proteção ao futuro infantil. Especialistas reforçam que a atenção à saúde não deve se encerrar no momento em que a criança deixa as dependências da unidade hospitalar. O objetivo principal é olhar além da sobrevivência neonatal, garantindo crescimento adequado, suporte alimentar e acesso contínuo a serviços especializados.
A diretora executiva da ONG Prematuridade.com, Denise Suguitani, ressalta que a sociedade precisa ampliar a compreensão sobre as reais necessidades dessas famílias. Segundo ela, embora a internação seja um grande desafio, a etapa seguinte exige orientação constante e acesso facilitado a diversos profissionais médicos. Levantamentos recentes baseados em dados da DRG Brasil apontam dezenas de milhares de internações de prematuros entre 2022 e 2026. Os números revelam também a ocorrência de readmissões hospitalares nos primeiros trinta dias de vida, muitas vezes motivadas por quadros de icterícia. Por sua vez, a pediatra e neonatologista Rita Silveira explica que a alta gera sentimentos ambivalentes de alívio, medo e dúvidas nos pais.
A médica esclarece que o organismo de um bebê prematuro permanece em formação e demanda monitoramento rigoroso do desenvolvimento neurológico e respiratório. Um exemplo real da complexidade dessa jornada é a história de Alícia Vitória, que nasceu com 27 semanas no interior do estado do Maranhão.
Após uma longa permanência na UTI neonatal, ela precisou de exames específicos e de acompanhamento mensal rigoroso durante os primeiros anos de vida. Sua mãe, Patrícia Raquel, relatou os desafios logísticos e a necessidade de buscar orientações médicas constantes para garantir o bem-estar da filha.
Histórias como essa comprovam que o suporte multidisciplinar adequado é a chave para que cada criança prematura alcance o seu pleno potencial.
Fonte: Mteropoles.com