4 de setembro de 2026

Educação de SP vai criar mais de 100 mil vagas em novas escolas de tempo integral em 2027

Educação de SP vai criar mais de 100 mil vagas em novas escolas de tempo integral em 2027

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No próximo ano letivo, Educação quer chegar a 350 mil estudantes no Ensino Médio Técnico, 90% dos alunos alfabetizados na idade certa e prepara novo concurso público para a contratação de 5.000 professores

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) vai expandir em mais 108 unidades o Programa Ensino Integral (PEI) em 2027. O programa, que oferece jornadas de sete ou nove horas diárias de aulas, vai ampliar a sua capacidade de matrículas em mais 103 mil vagas no início do próximo ano letivo. No início do ano letivo de 2026, a rede estadual superou 1 milhão de alunos matriculados em tempo integral e chegou a 2.469 escolas do modelo.

Atualmente, a Educação concentra 33% dos mais de 3 milhões de estudantes da rede em unidades de tempo integral — oito pontos percentuais a mais que a meta nacional de 25%, estabelecida pelo Plano Nacional de Educação (PNE). Na comparação com o ano de 2022, último ano da gestão anterior, em 2026 a rede estadual tem 19% mais alunos matriculados no modelo, e 19,9% mais escolas do PEI.

A ampliação de escolas e vagas em tempo integral está entre as principais ações do Governo do Estado para a Educação paulista. Outras iniciativas da gestão envolvem a ampliação e fortalecimento do Ensino Médio Técnico, um programa para apoiar municípios paulistas na alfabetização de crianças na idade certa, valorização de professores e contratação de profissionais por meio de concursos públicos.

Programa Ensino Integral

A Educação de SP tem unidades de ensino integral em todas as 91 Unidades Regionais de Ensino. Estão entre as cidades com escolas que hoje funcionam em tempo parcial e estenderão suas jornadas: a capital, Campinas, Carapicuíba, Diadema, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Mauá, Osasco, Santo André, Santos, São Carlos, São José do Rio Preto, São José dos Campos, além de outras cidades do interior, RMSP e litoral.

Além das novas escolas que darão início ao ano letivo no programa, até o fim de 2027, outras 17 escolas da Parceria Público-Privada Novas Escolas integrarão a soma. Ou seja, o Estado vai encerrar o próximo ano com mais 125 escolas no modelo. As 16 escolas da parceria, entregues neste semestre, englobam a soma das 108 escolas.

As escolas construídas por meio da Parceria Público-Privada Novas Escolas e já entregues pelo Estado estão localizadas em Aguaí, Araras, Atibaia, Itapetininga, Jardinópolis, Leme, Limeira, Lins, Olímpia, Ribeirão Preto (que recebeu duas delas), Salto de Pirapora, São João da Boa Vista, São José dos Campos, São José do Rio Preto e Sertãozinho.

O que são as PPPs

A PPP Novas Escolas é um projeto do Governo do Estado de São Paulo voltado para a construção, modernização e gestão predial de dezenas de unidades da rede estadual de ensino. Nessas unidades, que atendem em jornada estendida, a gestão pedagógica continua sob responsabilidade da Seduc-SP.

As escolas da PPP contam com estruturas modernas e acessíveis, incluindo refeitório, cozinha completa, pátio coberto, espaços de convivência e ginásio poliesportivo, além de sanitários e vestiários adaptados para pessoas com deficiência. As unidades são projetadas para oferecer melhores condições de ensino e aprendizagem, com ambientes adequados ao desenvolvimento dos estudantes.

O projeto prevê investimentos de R$ 2,1 bilhões ao longo dos 25 anos da concessão, em um total de 33 escolas localizadas em 29 cidades paulistas. Dessas, 16 escolas foram entregues neste ano e 17 serão inauguradas em 2027.

Ideb confirma avanço do aprendizado nas escolas de tempo integral

Um levantamento realizado pela organização Parceiros da Educação a partir dos dados do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) 2025, divulgados em agosto deste ano, aponta que os resultados das escolas da rede estadual do Programa Ensino Integral (PEI) superaram os níveis registrados antes da pandemia nas nos dois ciclos do Ensino Fundamental e no Ensino Médio. A análise compara o desempenho das unidades de tempo parcial com os modelos de jornada do PEI de sete e nove horas diárias nos ciclos de 2019 a 2025.

De acordo com o levantamento, nos anos iniciais do Ensino Fundamental, as unidades com jornada de nove horas passaram de 6,8 no Ideb 2019 para 7,3 em 2025. Nos anos finais, as escolas de nove horas evoluíram de 5,4, em 2019, para 5,6 em 2025, enquanto as unidades de sete horas subiram de 5,2 para 5,5 no mesmo período. No Ensino Médio, as escolas com jornada de nove horas passaram de 4,6 no Ideb 2019 para 4,8 em 2025, e as unidades de sete horas avançaram de 4,4 para 4,7 pontos no mesmo período.

A análise da Parceiros da Educação aplicou a média simples das notas de cada escola divulgadas pelo Inep (com peso igual por unidade), diferentemente do cálculo do indicador oficial, que considera a ponderação por número de alunos. O estudo considerou a média simples das notas divulgadas pelo Inep por unidade escolar, diferentemente do indicador oficial, que aplica a ponderação pelo número de alunos. O mapeamento contempla exclusivamente os dados das escolas da rede estadual.

Divulgação