4 de junho de 2026

Mãe coloca gravador em bolsa de filha e denuncia suposta tortura contra criança em escola de Turiúba

Mãe coloca gravador em bolsa de filha e denuncia suposta tortura contra criança em escola de Turiúba

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Uma mãe procurou a Delegacia de Polícia Civil de Turiúba para denunciar supostos maus-tratos, tortura e violência psicológica praticadas contra sua filha de 4 anos em uma unidade escolar municipal. O caso foi registrado em boletim de ocorrência no último dia 29 de maio.

Segundo o relato da mãe à polícia, a criança, com Transtorno do Espectro Autista e Transtorno Opositor Desafiador, passou a apresentar mudanças drásticas de comportamento, incluindo resistência em frequentar a escola, agressividade defensiva e sinais de sofrimento emocional. A mãe afirmou que começou a desconfiar de possíveis problemas após ouvir da filha relatos envolvendo uma professora que teria apertado sua mão com força excessiva.

Ainda conforme o boletim, a responsável buscou esclarecimentos junto à direção da escola e relatou suspeitas de maus-tratos. No entanto, teria sido informada de que as câmeras de monitoramento da unidade não estavam funcionando. Diante da situação, a mãe decidiu colocar um gravador na mochila da criança para tentar identificar o que estaria ocorrendo no ambiente escolar.

De acordo com a denúncia, os áudios obtidos teriam registrado conversas consideradas preocupantes. Entre elas, uma suposta orientação da diretora para que funcionários apertassem o braço da criança sem deixar marcas aparentes, justificando que “era assim que deveria ser tratado crianças doentes”. Em outro trecho, a professora confessa ter apertado os braços da criança e, ordena que outra professora a retire de perto para “não perder o réu primário”.

O boletim também menciona supostas falas depreciativas e discriminatórias direcionadas à criança.

Há também o registro de conversas inadequadas ao ambiente escolar, com o uso de palavrões e ofensas dirigidas as mães de alunos, chamando-as de “cadela”.

A mãe afirmou ainda que a filha passou a sofrer episódios de terror noturno, crises de choro durante o sono e regressão em seu processo terapêutico. Segundo ela, os sintomas diminuíam durante períodos de afastamento ou recesso escolar.

Fonte: Notícias de Araçatuba