Um bebê de oito meses foi picado por um escorpião na manhã de quinta-feira (19) em Votuporanga (SP). O menino foi levado para atendimento médico e está internado na Santa Casa.
Segundo apurado pela TV TEM, o escorpião foi encontrado pela mãe na mochila da criança. O bebê foi levado para um hospital e, depois, precisou ser transferido, onde tomou o soro antiescorpiônico.
Em nota, a Santa Casa informou que, até a tarde de quinta-feira, o bebê permanecia internado em observação.
Dados da Secretaria Municipal de Saúde mostram que a cidade registrou 627 acidentes sem mortes durante o ano de 2025. Já em 2026, até quinta-feira (19), são 86 acidentes, também sem registros de óbitos.
Somente em janeiro de 2025, Votuporanga contabilizou 39 acidentes, enquanto neste ano foram 54, o que representa um aumento de cerca de 38% em relação ao ano anterior.
Em situações como esta, as autoridades de saúde reforçam que a agilidade no socorro é o fator mais importante para a recuperação da vítima. A recomendação imediata é lavar o local da picada apenas com água e sabão e buscar atendimento médico o mais rápido possível na Santa Casa, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou no Hospital Fortunata Germano Pozzobon. É fundamental evitar métodos caseiros, como tentar cortar o local da ferida, fazer sucção do veneno ou aplicar torniquetes, pois essas ações podem agravar o quadro e dificultar o tratamento especializado, que pode incluir a aplicação do soro antiescorpiônico.
A Secretaria da Saúde de Votuporanga destaca que a prevenção é a melhor forma de evitar novos acidentes. Manter quintais limpos, evitar o acúmulo de entulhos e vedar frestas em portas e ralos são medidas simples que ajudam a afastar os escorpiões do convívio humano. Além disso, a prefeitura solicita que a população colabore informando o surgimento desses animais à Vigilância Ambiental. O órgão disponibiliza canais de atendimento para que as equipes possam orientar os moradores e, se necessário, realizar buscas noturnas com equipamentos específicos para capturar os animais e mapear as áreas de risco na cidade.
Fonte: g1/Rio Preto e Araçatuba