O Centro de Conservação da Fauna Silvestre (CCFS), popularmente conhecido como Zoológico de Ilha Solteira, encerrou definitivamente as atividades de visitação ao público.
A decisão foi confirmada pela Rio Paraná Energia S.A., subsidiária da CTG Brasil, e passou a valer desde 1º de julho.
Segundo a empresa, todos os animais ainda abrigados no espaço seguem recebendo cuidados até que sejam transferidos para projetos de conservação. Após a conclusão do processo, a área de cerca de 18 hectares será devolvida à CESP, proprietária do imóvel.
Em nota, a Rio Paraná Energia afirmou que a medida tem respaldo do Ministério Público Federal e do Ibama e representa uma mudança na estratégia de conservação da companhia. O foco passará a ser programas voltados à proteção de habitats naturais e ao monitoramento da fauna em vida livre, reforçando o compromisso com a biodiversidade.
HISTÓRIA DO CCFS
O Centro de Conservação da Fauna Silvestre foi criado em 1979 pela CESP para acolher animais que tiveram seus habitats impactados pelas obras do Complexo Hidrelétrico de Urubupungá.
Ao longo de sua trajetória, o zoológico chegou a manter cerca de 350 animais de mais de 50 espécies, incluindo exemplares ameaçados de extinção, como o cervo-do-pantanal, o lobo-guará, o tamanduá-bandeira e a anta.
O local já recebeu cerca de 40 mil visitantes por ano, tornando-se um dos principais pontos turísticos de Ilha Solteira. Tradicionalmente, a visitação ocorria aos finais de semana.
Com a pandemia da Covid-19, em março de 2020, o espaço foi um dos primeiros atrativos da cidade a suspender atividades. A reabertura parcial aconteceu apenas em novembro de 2022, de forma restrita a grupos agendados e com monitoramento.
FUTURO INDEFINIDO
A Rio Paraná Energia não informou quantos animais permanecem atualmente no CCFS. Com a devolução da área à Cesp, a expectativa é de que o zoológico seja desativado em definitivo e que o terreno seja colocado à venda, assim como ocorreu com outros imóveis da companhia em Ilha Solteira.
Fonte: Ilha de Noticias
