Num estudo observacional, homens que relataram ejacular cerca de 21 vezes por mês apresentaram um risco relativamente menor de desenvolver cancro da próstata do que participantes que relataram frequências mais baixas. Este resultado descreve uma associação estatística, mas não demonstra que a ejaculação frequente reduza o risco da doença.
A investigação, publicada em 2016, analisou dados de milhares de homens e encontrou uma associação entre uma maior frequência relatada de ejaculação e um risco relativamente menor de cancro da próstata. No entanto, outros factores, incluindo características de saúde, comportamentos ou diferenças entre os participantes, podem ter contribuído para essa associação.
Os resultados não permitem concluir que exista uma frequência ideal de ejaculação, nem que ejacular cerca de 21 vezes por mês altere o risco de desenvolver a doença. O estudo também não estabelece uma recomendação de saúde ou um método de prevenção.
O cancro da próstata continua a ser uma preocupação relevante para a saúde masculina, sobretudo com o avanço da idade. A avaliação médica e a discussão individualizada sobre os exames de rastreio podem ser importantes, especialmente para homens com factores de risco.
Assim, embora os resultados apontem para uma possível relação entre a frequência relatada de ejaculação e o risco de cancro da próstata, são necessárias mais investigações para esclarecer essa associação e avaliar se existe algum efeito causal. (Por: Cecília Francisco)
Fonte: www.tvone.ao