SAÚDE – Hiperplasia da próstata pode aumentar frequência urinaria dos homens

SAÚDE – Hiperplasia da próstata pode aumentar frequência urinaria dos homens

Facebook
WhatsApp
X
Threads

A próstata é uma glândula que com o passar dos anos tende a aumentar de tamanho, em um processo natural, conhecido como hiperplasia prostática benigna (HPB) principalmente em adultos acima dos 40 anos. Embora não seja câncer, a condição pode impactar diretamente a rotina masculina, principalmente com o aumento da frequência urinária, inclusive durante a noite.

De acordo com o urologista Berthran Severo Garcia, que atende no Hospital Santa Lúcia Gama, no Distrito Federal, esse crescimento pode ser esperado. “É uma condição natural e benigna. Hábitos saudáveis como boa alimentação, prática de exercícios, evitar obesidade e tabagismo podem retardar esse processo”, explica.

Apesar do aumento da próstata ser comum, o volume por si só não define a necessidade de tratamento. Segundo o especialista, a avaliação clínica é essencial.

“O volume até 30 gramas é considerado uma referência, mas sintomas como jato urinário fraco, sensação de esvaziamento incompleto e acordar várias vezes à noite são tão importantes quanto o tamanho da próstata”, afirma Garcia.

Esses sintomas estão diretamente ligados aos chamados distúrbios miccionais, que afetam o fluxo urinário e a qualidade de vida.

O também urologista Ricardo Ferro, do Hospital Brasília Águas Claras, reforça que o incômodo do paciente é o principal critério para iniciar o tratamento. “Acordar uma vez à noite pode ser normal. Mas quando isso se repete várias vezes e atrapalha o sono, já é um sinal de alerta”, pontua.

Uma das maiores dúvidas é diferenciar a hiperplasia benigna do câncer de próstata. Os especialistas são diretos: não dá para confiar apenas nos sintomas.

Enquanto a hiperplasia da próstata costuma causar sinais urinários evidentes, o câncer, principalmente nas fases iniciais, é silencioso.

“Quando aparecem sintomas como sangue na urina, no esperma ou perda de peso, o quadro pode já estar avançado”, alerta Garcia. Por isso, o acompanhamento médico regular continua sendo indispensável.

Fonte: metropoles.com

Foto: Freepik