Diante do aumento de casos, a imunização com a vacina tríplice viral — que protege contra sarampo, caxumba e rubéola — passou a ser recomendada para pessoas de 6 meses a 59 anos que vivem em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo.
Mas uma dúvida chamou a atenção: por que pessoas com 60 anos ou mais não estão incluídas nessa recomendação de reimunização?
A explicação está relacionada à história do sarampo no Brasil.
Até o início da década de 1990, o sarampo circulava de forma endêmica no país, com períodos de aumento de casos a cada dois ou três anos. A vacinação começou a ser introduzida no Brasil no fim dos anos 1960, mas sua utilização não acontecia de forma contínua como ocorre atualmente.
Com isso, pessoas que hoje têm 60 anos ou mais viveram durante décadas em um período em que o vírus circulava amplamente. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, essa exposição ao vírus ao longo da vida é considerada na avaliação dessa faixa etária.
Isso não significa que pessoas com 60 anos ou mais estejam automaticamente protegidas de todas as formas ou que devam ignorar orientações médicas. A necessidade de vacinação deve considerar o histórico individual e as recomendações das autoridades de saúde.
Para as faixas etárias incluídas na estratégia atual, a orientação é verificar a situação vacinal e procurar um serviço de saúde para receber a dose quando indicada.
O sarampo é uma doença altamente contagiosa e pode provocar complicações importantes, principalmente em crianças pequenas e pessoas mais vulneráveis.
Manter a vacinação em dia continua sendo uma das principais formas de proteção individual e coletiva.
Compartilhe esta informação para ajudar outras pessoas a entenderem por que a recomendação de vacinação pode variar de acordo com a idade e o contexto epidemiológico.
Fonte: Bem Estar nas Capitais