Policiais são absolvidos pela justiça após confronto que terminou com 26 criminosos mortos em Varginha

Policiais são absolvidos pela justiça após confronto que terminou com 26 criminosos mortos em Varginha

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Uma decisão da Justiça Federal de Minas Gerais absolveu sumariamente seis policiais — quatro agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e dois militares do BOPE — denunciados pela atuação no confronto ocorrido em Varginha/MG, em outubro de 2021.

Segundo a sentença, os agentes agiram em legítima defesa diante da reação armada do grupo suspeito de planejar um grande ataque a instituições financeiras na cidade.

ARSENAL DE GUERRA

Durante a operação, foram apreendidas 29 armas de fogo, incluindo fuzis calibres 5,56 e 7,62 e uma metralhadora calibre .50, armamento de alto poder de fogo.

Também foram encontrados mais de 40 quilos de explosivos, detonadores, coletes balísticos, fardamentos táticos, miguelitos, rádios comunicadores e veículos roubados ou adulterados.

A investigação apontava que o grupo estaria ligado a uma organização especializada em ataques a bancos, nas modalidades conhecidas como “Novo Cangaço” e “domínio de cidades”.

O CONFRONTO

As equipes policiais foram recebidas a tiros nos dois imóveis monitorados. Segundo a sentença, homens armados dispararam contra os agentes, que reagiram.

Os 26 integrantes do grupo criminoso foram atingidos e morreram posteriormente em unidades de saúde.

O Ministério Público Federal chegou a denunciar os seis policiais por homicídio qualificado, sob alegação de que alguns dos mortos poderiam ter sido executados após serem rendidos ou feridos. Durante o processo, porém, o próprio MPF pediu a impronúncia dos agentes.

Na decisão, o juiz federal Élcio Arruda concluiu que as provas não sustentaram a acusação de execução e reconheceu a legítima defesa.

“OS POLICIAIS NÃO FORAM VILÕES, FORAM HERÓIS”

Ao fundamentar a absolvição, o magistrado afirmou que “os policiais não foram vilões, foram heróis” e destacou a atuação das forças de segurança diante de uma situação de combate aproximado.

A decisão também considerou perícias, imagens de câmeras, dados de telefonia e depoimentos, além de apontar problemas relacionados à cadeia de custódia e à identificação de projéteis.

A operação aconteceu em 31 de outubro de 2021, em Varginha (MG), e ficou marcada como uma das maiores ações contra grupos envolvidos em ataques a bancos no país.

Fonte: #Votu24horas