Um caso grave envolvendo um aluno de apenas 13 anos de uma escola estadual de Garça está gerando revolta e levantando questionamentos sobre a conduta da instituição diante de uma situação de emergência.
A equipe de reportagem foi procurada pelo pai do estudante, que denunciou um suposto episódio de omissão de socorro e negligência por parte da escola. Segundo o relato, o adolescente estava em sala de aula brincando com outros colegas quando, em determinado momento, a porta foi fechada, prendendo os cinco dedos da mão do garoto. O impacto teria causado fraturas e lesões significativas.
De acordo com o pai, a escola tentou contato telefônico, porém ele estava trabalhando e só conseguiu visualizar as ligações cerca de uma hora depois. O que mais causou indignação, segundo ele, foi o fato de que durante todo esse período o filho permaneceu sem qualquer tipo de atendimento adequado.
“Meu filho ficou esse tempo todo sem socorro. Não chamaram ambulância, não levaram ele para atendimento médico. Isso é revoltante”, desabafou.
Outro ponto destacado pelo pai é a proximidade de uma unidade básica de saúde, localizada em frente à escola, o que, na visão dele, poderia ter agilizado o atendimento e evitado maior sofrimento à criança.
Diante da situação, o responsável procurou a polícia e registrou um boletim de ocorrência. O adolescente foi posteriormente encaminhado à UPA de Garça, onde recebeu atendimento médico e precisou ter os dedos imobilizados com gesso.
A reportagem entrou em contato com a direção da escola, que informou que não irá se manifestar neste momento, mas confirmou que o caso já foi encaminhado à Diretoria de Ensino do Estado de São Paulo para apuração.
O espaço segue aberto para manifestações de ambas as partes envolvidas.
Por Garça Cidade Maravilhosa

