PAULO CAMPOS
O Deputado Federal Paulo Pereira, o Paulinho da Força Sindical, presidente nacional do nosso partido, o Solidariedade, haverá de ser reconhecido pela história recente do nosso país, como o grande pacificador da política nacional. A derrubada pelo Congresso Nacional, Câmara dos Deputados e Senado Federal, na semana passada, ao veto do Presidente da República do denominado projeto da “dosimetria”.
O projeto, resultado de intensa articulação entre as forças políticas de centro direita do nosso país, diminuíram as dificuldades e arroubos construídos, em especial, pelos integrantes do Supremo Tribunal Federal, corte máxima da justiça em nosso país, sobre o que aconteceu no famoso e discutível ato de 8 de janeiro, cujas responsabilidades foram atribuídas exclusivamente ao ex presidente Jair Bolsonaro, um dos condenados máximos daquela corte, além de oficiais generais das Forças Armadas do nosso país. Sob o qual existem suspeitas também de participação de agentes políticos ligados ao atual presidente da república.
Coube ao relator do projeto, Paulinho da Força, a responsabilidade de ouvir os dois lados envolvidos no embate político, que ganhou as manchetes da imprensa, contagiou os humores da política nacional e colocou à sociedade uma grande dúvida sobre autorias e responsabilidades, culpando um lado e abonando as atitudes do outro lado. Com cautela, ele nos conduziu a um resultado republicano.
Há sim diferentes olhares para esse e outros grandes desafios da política em nível nacional. Dos pontos de vista históricos, entre liberais e progressistas, entre como conduzir políticas públicas para as maiorias, sem deixar de observar as contribuições imensas do campo liberal, responsável direto por fazer o país crescer e prosperar, dando oportunidades de trabalho para que sejam diminuídas mazelas e diferenças históricas de classes em nosso país.
Com parcimônia, ouvindo aqui e ali, Paulinho foi ajustando o que se passou a se chamar pela imprensa de “dosimetria”. Conseguiu demover a justiça em sua rigidez na aplicação das penas, que chegavam a quase três décadas de prisão aos então condenados, diminuindo-as significativamente, para um tempo bem menor.
De outro lado, ecoava grandemente o pedido nacional por “anistia”, aos condenados. Como houve no passado, a “anistia” que liberou para a vida pública os atuais detentores do poder.
Votado pelos deputados a senadores, com ampla maioria, recentemente, o projeto voltou às mãos do atual presidente da república, que o vetou. O assunto voltou a pauta das casas legislativas, que, com sua autonomia, derrubaram o veto. Soberano, o Congresso Nacional deu a versão final ao episódio.
Não consigo contabilizar neste artigo os dias, horas, manhãs, tardes, noites, madrugadas, nas quais o sempre sensível Paulinho da Força Sindical acabou percorrendo, ouvindo, registrando, pesando versões de ambos os lados, para construir, finalmente, uma saída para que o episódio fosse encarado de forma republicana. E assim se fez. Assim se restabeleceu o equilíbrio entre os exageros cometidos. De ambas as partes.
De minha parte, além da gratidão pessoal de ter participado, como assessor do gabinete do deputado federal Paulinho da Força, em Brasília, neste período, com minhas contribuições, no campo jurídico, deixo aqui, publicamente, o registro da minha gratidão ao papel por ele exercido durante esse período, com o “muito obrigado”, em nome do povo brasileiro, pela honradez com que o nobre deputado, agora candidato a Senador pelo nosso Estado de São Paulo, cumpriu mais essa missão, que o futuro registrará como “histórica”, para a política nacional.