Uma controvérsia envolvendo uma ordem judicial marcou mais um capítulo da investigação sobre o atropelamento que matou Guilherme Correa Lima, de 1 ano e 8 meses, em Birigui. O motorista de 35 anos compareceu pela terceira vez à Polícia Civil na terça-feira (22), mas deixou a Delegacia acompanhado de seus advogados.
Segundo a defesa, havia uma ordem de prisão preventiva contra o investigado, solicitada pelo delegado plantonista. Durante a conferência dos documentos, porém, os advogados afirmam que o mandado apresentava o dia 20 de setembro como data-limite para cumprimento. Por esse motivo, a prisão não foi executada.
A informação sobre o prazo da ordem judicial ainda dependia de confirmação oficial da Polícia Civil e do Tribunal de Justiça. A defesa também pediu a revogação da prisão e declarou que o motorista continuará comparecendo quando for chamado.
O atropelamento ocorreu no sábado (19), na Rua Coriolano Pompeu Paes de Campos, no bairro São Genaro. Imagens mostram Guilherme saindo de uma residência e chegando à frente de um Hyundai Sonata antes de o veículo começar a se movimentar.
Segundo os advogados, o motorista se apresentou pela primeira vez no domingo (20), quando alegou não ter percebido que havia atingido a criança. Na segunda-feira (21), ele prestou depoimento no 1º Distrito Policial e retornou à unidade no dia seguinte.
O delegado Ícaro Oliveira Borges informou que as imagens analisadas até o momento apresentam indícios de que o motorista não teria deixado o local deliberadamente para fugir. Motorista e passageiro disseram que estavam com os vidros fechados e música ligada. A polícia ainda busca novas imagens e outros elementos para confrontar as versões.
O caso continua sendo investigado como homicídio culposo na direção de veículo automotor. O carro deverá passar por perícia.
Fonte: Folha da Região/Sampi e Hojemais.