8 de outubro de 2026

MISTÉRIO – Polícia investiga caso de juiz carbonizado em carro de luxo no interior de SP

MISTÉRIO – Polícia investiga caso de juiz carbonizado em carro de luxo no interior de SP

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O Tribunal de Justiça de São Paulo lamentou a morte do juiz Gustavo de Castro Campos, de 45 anos, encontrado dentro de um carro em chamas, na noite de quarta-feira (7), em São João da Boa Vista, no interior de São Paulo.

Em nota, o tribunal se solidarizou com familiares e amigos e lembrou “com gratidão” da trajetória do magistrado. Ele ingressou no TJSP em 2014 como juiz substituto da 14ª Circunscrição, e atualmente era titular da 2ª Vara da Comarca de Mococa.

De acordo com o perfil profissional, Gustavo de Castro era formado em direito pelo Centro Universitário Braz Cubas, em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, e tinha duas especializações.

Ele trabalhou como advogado por 10 anos e, depois, foi delegado da Polícia Civil do Espírito Santo em 2014, mesmo ano em que passou a atuar como juiz substituto na Justiça capixaba.

Há 12 anos, compunha os quadros TJSP e já tinha atuado como juiz nas Comarcas de Tambaú, Leme e Mococa, onde estava atualmente.

O juiz já foi processado por suposta ofensa à honra de um advogado.

Na ocasião, o juiz questionou o advogado sobre a técnica que estava empregando.

O defensor respondeu com críticas à condução dos trabalhos e chegou a sugerir que o magistrado se aposentasse.

Ao analisar o caso, o Órgão Especial do TJ/SP considerou que a acusação não se sustentava. O colegiado apontou o comportamento provocativo do advogado e reconheceu que magistrados também podem perder a paciência diante de situações extremas.

CARBONIZADO

Gustavo de Castro Campos foi encontrado morto dentro de um carro de luxo em chamas, na área rural de São João da Boa Vista.

Trabalhadores rurais que estavam em uma retroescavadeira encontraram o carro ainda em chamas e usaram terra para apagar o incêndio no veículo. Dentro do carro, segundo a Polícia Militar, foi encontrada uma habilitação em nome do magistrado. O veículo queimado, uma SUV da marca Volvo, também estava em nome do juiz. O veículo estava em uma área pertencente a uma fazenda.

A Polícia Civil investigará as circunstâncias da morte, cuja causa ainda não foi esclarecida.

Fonte: Jornal do Povo