Mulher era moradora do bairro Planalto e foi morta pela cunhada por motivações financeiras
ANDRADINA – O IML – Instituo Médico Legal, de Andradina liberou na quarta-feira (20), o corpo da auxiliar de limpeza Luciana Brites Leite, então com 49 anos, moradora do bairro Planalto em Andradina (SP), vítima de homicídio qualificado. Ela sumiu em setembro de 2025 e seu corpo localizado em outubro em um terreno próximo da UHE de Três Irmãos. Uma cunhada sua e o genro dela estão presos acusados do crime e aguardam julgamentos. O sepultamento deve acontecer nesta quinta-feira (21), no cemitério São Sebastião
O CRIME
O caso envolvendo a morte da auxiliar de limpeza Luciana Brites Leite, de 49 anos, moradora do bairro Planalto em Andradina (SP), tratou-se de um homicídio qualificado. A vítima desapareceu em 23 de setembro de 2025 e seu corpo foi localizado cerca de um mês depois, em 22 de outubro, em uma área rural próxima a uma usina de Três Irmãos.
Detalhes do Caso
Investigação: A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) concluiu que o crime envolveu fraude processual e ocultação de cadáver, com motivações financeiras envolvendo movimentações bancárias.
Suspeitos:
A cunhada da vítima (Tatiane Barreto da Paixão Gobbi) está sendo processada pelos crimes de homicídio qualificado (art. 121, § 2º, II, III e IV, do Código Penal), fraude processual (art. 347, parágrafo único, do Código Penal); e ocultação de cadáver (art. 211, do Código Penal).
O genro de Tatiane, Elias Júnior Almeida Soares, responde processo por fraude processual (art. 347, parágrafo único, do Código Penal) e ocultação de cadáver (art. 211, do Código Penal).
O Ministério Público denunciou os familiares suspeitos. A Justiça realizou a audiência de instrução para definir se os réus irão a júri popular.
As apurações da Polícia Civil indicaram que T. B. P. G., cunhada da vítima, agiu com planejamento e dissimulação, utilizando inclusive terceiros para dificultar as investigações. E. J. A. S., companheiro de uma das filhas de T. B. P. G., colaborou na ocultação de vestígios e na criação de narrativa fraudulenta para desviar o rumo das investigações.
As circunstâncias do homicídio apontam que T. B. P. G., teria administrado substância sedativa à vítima, levando-a a um estado de vulnerabilidade antes de desferir golpes com instrumento contundente (provavelmente uma pedra), causando traumatismo cranioencefálico grave. A motivação do crime, segundo os elementos colhidos, envolve questões financeiras e ocultação de ilícitos relacionados a movimentações bancárias, além de indícios de controle sobre contas da vítima e sua família.
Por decisão judicial ambos os indiciados encontram-se presos preventivamente, diante da gravidade dos fatos (garantia da ordem pública), conveniência da instrução criminal e aplicação da lei penal.
A investigação exigiu trabalho contínuo e integrado do Delegado responsável e da equipe de investigação da DIG. Foram realizadas diversas diligências envolvendo técnicas investigativas complexas, o que permitiu a reconstrução detalhada da dinâmica criminosa e a localização do corpo da vítima.
O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário e aguarda a denúncia do Ministério Público.
Manoel Messias