O anúncio de que o reajuste do piso salarial nacional do magistério para 2026 deve ficar abaixo de 1% (com estimativas variando entre 0,37% e 0,85%) gerou uma forte onda de críticas por parte de sindicatos e parlamentares contra o governo Lula. A notícia, que começou a circular no início deste mês, aponta para uma perda real no poder de compra dos professores da educação básica.
Os principais pontos da crise:
- Cálculo Automático: O valor do piso é atrelado ao VAAF (Valor Aluno Ano do Fundeb). Como a arrecadação do fundo retraiu devido a fatores econômicos recentes, o índice de atualização ficou extremamente baixo.
- Insatisfação da Categoria: Entidades como a CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) classificam o aumento de 0,37% como “insustentável” e uma “vergonha”, cobrando uma revisão urgente por parte do MEC para garantir ganho real.
- Preocupação Política: Parlamentares da Frente Parlamentar Mista da Educação alertam que um reajuste tão baixo em um ano de eleições pode ser catastrófico para a base de apoio do governo, além de aprofundar a crise na rede pública de ensino.
- Perda de Poder de Compra: Sindicatos argumentam que, como a inflação acumulada foi superior ao índice proposto, o “aumento” na verdade representa uma redução salarial indireta para os docentes que cumprem 40 horas semanais.
O governo ainda sofre pressão para formalizar uma portaria que corrija essa distorção, mas até o momento, as projeções baseadas na lei atual indicam esse cenário de estagnação.
Fonte: Valor Econômico