O feminicídio é uma ferida aberta na sociedade brasileira — e neste fim de semana, milhares de vozes ecoaram juntas para dizer: basta.
No último domingo, 07, o Brasil foi palco de uma poderosa mobilização nacional contra o feminicídio. Em pelo menos 20 estados e no Distrito Federal, manifestações tomaram as ruas de capitais como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Mulheres, famílias e aliados se uniram sob o grito de “Queremos as mulheres vivas!” para denunciar a escalada da violência de gênero e exigir justiça.
O feminicídio — o assassinato de mulheres por sua condição de gênero — não é um crime isolado. É o desfecho brutal de uma cultura que ainda tolera o machismo, a misoginia e a impunidade. Em 2025, o Brasil já ultrapassou a marca de mil casos de feminicídio, um número que revela uma epidemia silenciosa e devastadora.
As manifestações deste fim de semana foram mais do que protestos: foram atos de resistência, de memória e de esperança. Cartazes com frases como “Não me mate”, “Basta de feminicídio” e “Um Brasil de mulheres vivas e livres” coloriram as avenidas, enquanto nomes de vítimas foram lembrados em voz alta, como um compromisso coletivo de não esquecer.
Esta homenagem é para elas — para todas as mulheres que tiveram suas vidas interrompidas pela violência. É também um chamado à ação: para que cada um de nós se comprometa com a construção de uma sociedade mais justa, onde o respeito, a equidade e a proteção à vida feminina sejam inegociáveis.
Que a dor se transforme em luta. Que a luta se transforme em mudança. E que a mudança nos leve a um país onde nenhuma mulher precise mais gritar por socorro.
Por todas que se foram. Por todas que ainda estão aqui. Por todas que virão.
Fonte: ecosdahistoria.com.br