Um exame de contraprova realizado pelo Instituto Adolfo Lutz descartou que a morte de um idoso, morador de Tupi Paulista, tenha sido causada pela dengue.
A morte havia sido registrada no fim de março como a primeira pela doença no Oeste Paulista em 2026. A vítima era um homem de aproximadamente 80 anos, com comorbidades como hipertensão e diabetes, que faleceu no mês passado.
Na época, o painel de arboviroses do Governo do Estado de São Paulo chegou a contabilizar o óbito.
No entanto, a Prefeitura de Tupi Paulista solicitou o exame de contraprova para confirmar o diagnóstico, que acabou sendo descartado após análise laboratorial.
Mesmo com a exclusão do caso, o cenário epidemiológico na região da Nova Alta Paulista e no Pontal do Paranapanema segue exigindo atenção redobrada. Atualmente, a região concentra cinco cidades com as maiores incidências de dengue em todo o estado.
Em Tupi Paulista, onde o óbito foi descartado, os números continuam em alta, e o município já soma 84 casos confirmados de dengue em 2026.
Mortes confirmadas
A primeira morte por dengue confirmada no estado em 2026 ocorreu em Nova Guataporanga, após um homem de 53 anos morrer em decorrência da doença no dia 9 de janeiro. A informação foi divulgada pelo portal g1 em 16 de janeiro.
De acordo com o Centro de Vigilância Epidemiológica, a data do óbito faz parte da Semana Epidemiológica 53 de 2025 e, por isso, entrou na contagem do ano anterior, apesar de ter ocorrido em 2026.
Já as mortes confirmadas em 2026 pelo governo estadual somam nove casos até o momento, segundo o Painel de Arboviroses: duas na capital, além de registros em Araçatuba, Cotia, Jacareí, duas em Nova Granada e uma em São José dos Campos.