DIG de Andradina conclui Inquérito do “desaparecimento” de moradora de Planalto

DIG de Andradina conclui Inquérito do “desaparecimento” de moradora de Planalto

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ANDRADINA – A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Andradina concluiu o inquérito policial que apurou o desaparecimento e morte da senhora Luciana Brites Leite, moradora do bairro Planalto, ocorrido em 23 de setembro de 2025. As investigações revelaram que o caso tratou-se de um homicídio qualificado, seguido de ocultação de cadáver e fraude processual.

Após minuciosas diligências, análise de provas periciais e depoimentos, foram formalmente indiciados:

•        T. B. P. G., pelos crimes de homicídio qualificado (art. 121, § 2º, II, III e IV, do Código Penal), fraude processual (art. 347, parágrafo único, do Código Penal); e ocultação de cadáver (art. 211, do Código Penal).

•        E. J. A. S. pelos crimes de fraude processual (art. 347, parágrafo único, do Código Penal) e ocultação de cadáver (art. 211, do Código Penal).

As apurações indicaram que T. B. P. G., cunhada da vítima, agiu com planejamento e dissimulação, utilizando inclusive terceiros para dificultar as investigações. E. J. A. S., companheiro de uma das filhas de T. B. P. G., colaborou na ocultação de vestígios e na criação de narrativa fraudulenta para desviar o rumo das investigações.

As circunstâncias do homicídio apontam que T. B. P. G., teria administrado substância sedativa à vítima, levando-a a um estado de vulnerabilidade antes de desferir golpes com instrumento contundente (provavelmente uma pedra), causando traumatismo cranioencefálico grave. A motivação do crime, segundo os elementos colhidos, envolve questões financeiras e ocultação de ilícitos relacionados a movimentações bancárias, além de indícios de controle sobre contas da vítima e sua família.

Por decisão judicial ambos os indiciados encontram-se presos preventivamente, diante da gravidade dos fatos (garantia da ordem pública), conveniência da instrução criminal e aplicação da lei penal.

A investigação exigiu trabalho contínuo e integrado do Delegado responsável e da equipe de investigação da DIG. Foram realizadas diversas diligências envolvendo técnicas investigativas complexas, o que permitiu a reconstrução detalhada da dinâmica criminosa e a localização do corpo da vítima.

O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário e aguarda a denúncia do Ministério Público.

Dr. RAONI MANOEL SPETIC DA SELVA – Delegado Titular da DIG

Fonte: Polícia Civil