Levantamento observa uma maior cautela na destinação do orçamento familiar entre lazer e consumo
As baixas temperaturas registradas nesta época do ano têm levado os consumidores a priorizar a compra de agasalhos e roupas de frio, tornando o lazer e as viagens em segundo plano. É o que constata a segunda edição da pesquisa comportamental do Procon-SP sobre hábitos de consumo e lazer no inverno, que contou com 556 participantes de modo virtual.
A iniciativa tem como objetivo identificar práticas comuns durante a estação, a fim de orientar a população sobre seus direitos. Roupas e agasalhos lideram a lista de produtos mais adquiridos durante o inverno, seguidos por bebidas e alimentos típicos da estação.
Quando perguntados sobre frequentar eventos no trimestre, 29% consumidores afirmaram que têm esse hábito, sendo mais referidas as festas juninas, julinas e quermesses em igrejas e centros religiosos ou em áreas públicas – como ruas, parques e praças -, onde geralmente têm entrada franca. Ainda sobre atividades de lazer, 14,57% dos consumidores informaram que costumam viajar, sendo as cidades do interior do estado o destino mais citado.
Os resultados da pesquisa indicam que parte dos consumidores enfrenta alguma dificuldade financeira. O endividamento relacionado às compras de inverno, abordado por 25% dos respondentes, somado ao menor percentual de quem informa frequentar eventos ou viajar, sugere que algumas despesas podem estar sendo adiadas ou reduzidas. Esse cenário também pode refletir uma maior cautela na destinação do orçamento familiar.
Cuidados com a saúde
Entre os destaques da pesquisa, observa-se que os consumidores seguem atrelando o período mais frio do ano com maior cuidado com a saúde. O levantamento apontou que, entre os itens mais comprados pelos consumidores, estão medicamentos e vacinas – citados por pelo menos um terço dos participantes – além da contratação de serviços médicos e hospitalares.
Sobre a metodologia
Um total de 556 pessoas que acessaram o site do Procon-SP entre os dias 9 a 30 de junho responderam ao questionário composto por 23 perguntas fechadas. O perfil dos participantes é formado por:
. 70,5% do sexo feminino;
. 64,21% com idade entre 26 e 50 anos;
. 65,47% ganha até 4 salários mínimos;
. 52,34% reside na capital.
Veja a pesquisa completa com os indicadores e recomendações aos consumidores:
Análise do Comparativo 2025 x 2026
1. Consumo de Inverno e Festas
Roupas / agasalhos: continua sendo o item mais procurado no inverno em
ambos os anos.
Frequência em festas: em 2025, 36,10% dos entrevistados tinham o hábito de frequentar festas de inverno. Esse número caiu para 28,78% em 2026, indicando uma menor participação nesses eventos.
Tipos de festas mais frequentadas: em ambos períodos analisados, as festas juninas, julinas, quermesses e festivais de inverno foram os mais apontados.
2. Comportamento de Compra de Alimentos
Consumo de alimentos típicos de inverno: em 2025, 72,44% consumiam alimentos típicos de inverno. Em 2026, esse número caiu para 68,17%.
Verificação de embalagens: tomando-se como base os entrevistados que consomem esses alimentos observamos que, em 2025, 64,65% checavam os rótulos, em 2026 caiu para 61,74%. Ambas pesquisas apontaram que os entrevistados costumam verificar com mais frequência: validade, informações da composição, instruções de uso e preparo.
3. Viagens no Inverno
Hábito de viajar: a intenção ou hábito de viajar no inverno se manteve baixa, 17,56% (2025) e 14,57% (2026).
Meio de transporte: o carro próprio domina esmagadoramente as viagens nos dois cenários, representando 73,61% em 2025 e subindo para 76,54% em 2026.
Destino principal: o interior de São Paulo continua sendo o destino favorito de quem viaja no inverno.
4. Perfil dos Respondentes
Gênero: o público feminino é a grande maioria nas duas pesquisas, representando 65,12% da amostra de 2025 e 70,50% em 2026.
Faixa etária: o público das faixas etárias de 26 a 35 anos e 36 a 50 anos lidera a participação nos dois anos.
Renda mensal: a maior fatia dos respondentes, em ambos os períodos, concentra-se na faixa de renda de até 2 salários mínimos (40,24% em 2025 e 37,59% em 2026).
Local de residência: grande maioria reside na Capital de São Paulo, em ambas pesquisas (49,76% em 2025 e 52,34% em 2026).
Fonte: Agência SP