30 de setembro de 2026

Como funciona o TEAcolhe? Castilho define fluxo desde a identificação dos sinais até o acompanhamento da criança

Como funciona o TEAcolhe? Castilho define fluxo desde a identificação dos sinais até o acompanhamento da criança

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CASTILHO – Com a inauguração do TEAcolhe – Espaço de Atendimento Especializado para Crianças com Transtorno do Espectro Autista, Castilho passa a contar também com uma linha de cuidado organizada para orientar o caminho das crianças que apresentem sinais de alerta para o Transtorno do Espectro Autista (TEA).

De acordo com o secretário de Saúde, Demilson Cordeiro, o atendimento não começa diretamente no TEAcolhe.

“A porta de entrada é a Atenção Primária à Saúde, por meio das UBSs, procura espontânea ou de situações percebidas pela família ou pela escola. A partir daí, quando indicado, a criança é referenciada para avaliação em neurologia pediátrica ou psiquiatria infantil.

Um dos princípios adotados pela linha de cuidado é que a criança não precisa ficar esperando a conclusão de um diagnóstico formal para começar a receber estímulos. Identificados sinais que mereçam atenção, já devem ocorrer orientação à família e estímulos no cotidiano.

Depois da identificação, ocorre a classificação do risco. O fluxograma estabelece caminhos de acordo com a faixa etária e as necessidades encontradas. Para crianças de zero a 15 meses, a previsão é de acompanhamento focado na própria Atenção Primária, com reavaliação do desenvolvimento.

Na faixa de 16 meses a 13 anos, os casos indicados entram no sistema de regulação para encaminhamento ao TEAcolhe. Situações consideradas mais complexas podem demandar avaliação inicial, diagnóstico diferencial ou utilização de outros serviços da rede.

Ao chegar ao TEAcolhe por encaminhamento da Atenção Primária, a família passa pelo acolhimento. O fluxo prevê verificação do risco, anamnese detalhada e avaliação multiprofissional, destinada tanto à avaliação diagnóstica quanto à identificação do nível de suporte necessário. O documento prevê atuação integrada de Psicologia, Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional e Medicina.

EQUIPE SERÁ AMPLIADA- De acordo com Demilson Cordeiro, neste início de funcionamento o TEAcolhe conta com uma equipe parcial formada por duas fonoaudiólogas e um psicólogo.

O secretário informou ainda que está em andamento o processo para contratação de mais dois psicólogos, com jornada de 30 horas, e terapeutas ocupacionais, também com jornada de 30 horas, ampliando gradativamente a capacidade de atendimento do novo serviço.

PLANO DE ATENDIMENTO – Após a avaliação, uma das etapas centrais é a construção do Plano Terapêutico Singular (PTS). Em vez de estabelecer um atendimento exatamente igual para todas as crianças, o plano é elaborado de forma colaborativa e coordenada, considerando as necessidades identificadas em cada caso.

A linha de cuidado prevê intervenções como ABA, TEACCH, TCC e Denver, direcionadas a aspectos sociais e educacionais e ao desenvolvimento da autonomia. O trabalho também ultrapassa as paredes do centro: família, escola e rede social e comunitária fazem parte do chamado apoio ampliado, contando com suporte técnico do TEAcolhe.

ATENDIMENTO PÓS ALTA – Outro ponto importante do modelo implantado em Castilho é que a alta do atendimento especializado não significa o fim do acompanhamento.

Depois da reavaliação, quando houver condições, está previsto o retorno seguro para a Atenção Primária, com acompanhamento pós-alta quando necessário. O seguimento passa a ser compartilhado e uma nova regulação poderá ocorrer caso surja necessidade, mantendo-se a vigilância sobre o desenvolvimento da criança.

Nos casos que demandarem outros recursos, o fluxograma também prevê uma rede complementar, destinada, quando indicada, a situações como necessidade de reabilitação física específica, deficiência intelectual grave ou utilização de outros pontos da rede especializada.

Dessa forma, o TEAcolhe passa a integrar uma linha contínua de atendimento em Castilho. O caminho resumido pelo próprio protocolo municipal é: identificar, estimular, regular, avaliar, construir o Plano Terapêutico Singular, intervir e reavaliar.

A proposta é fazer com que a criança não seja atendida de maneira isolada, mas acompanhada por uma rede que envolve Saúde, família, escola e comunidade, desde os primeiros sinais até as diferentes etapas de seu desenvolvimento.

Governo de Castilho

Fotos: Ygor Andrade/Cedidas