Cientista chora ao precisar negar Polilaminina a pacientes após mudança nas regras da Anvisa

Cientista chora ao precisar negar Polilaminina a pacientes após mudança nas regras da Anvisa

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Há quase 30 anos, a cientista brasileira Tatiana Coelho de Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), pesquisa a Polilaminina, substância experimental estudada para pessoas com lesões na medula espinhal.

Hoje, uma das partes mais difíceis de seu trabalho é lidar com famílias que procuram a pesquisadora em busca de uma possibilidade de tratamento para parentes que ficaram paraplégicos ou tetraplégicos.

Em entrevista ao Só Notícia Boa, Tatiana contou que costuma se emocionar ao precisar explicar que, diante das regras atuais, muitos desses pacientes não podem receber a substância.

Questionada sobre quantas vezes chora diante dessas situações, respondeu:

“Não é todo dia, quase todos.”

Segundo a pesquisadora, as regras para o chamado uso compassivo da polilaminina ficaram mais restritivas. Antes, pacientes com lesões de até 90 dias chegaram a receber a substância nesse contexto. Atualmente, a utilização está limitada a situações específicas, incluindo uma janela de até 72 horas após a lesão.

Em janeiro de 2026, a Anvisa autorizou o primeiro estudo clínico da polilaminina em humanos. A pesquisa de fase 1 tem como principal objetivo avaliar a segurança da substância e envolve pacientes com lesão medular torácica aguda completa.

A polilaminina ainda é experimental, e sua eficácia para recuperar movimentos em pessoas com lesão medular ainda precisa ser comprovada por estudos clínicos.

Enquanto as pesquisas avançam, Tatiana continua recebendo mensagens de famílias que enxergam no trabalho desenvolvido por ela uma esperança de recuperação.

Fonte: Só Notícia Boa