Levantamento com 2.500 pessoas mostra avanço de 13% no consumo per capita e maior procura por produtos premium e funcionais. O sorvete continua firme no cardápio do brasileiro — mas os hábitos de consumo estão mudando.
Um levantamento da Associação Brasileira do Sorvete e Outros Gelados Comestíveis (ABRASORVETE), realizado pela Empresa Júnior da Fundação Getulio Vargas (EJFGV), mostra que o consumo per capita chegou a 8,68 litros por ano, crescimento de 13% em dois anos.
O estudo ouviu 2.500 pessoas em todo o país e identificou mudanças influenciadas por preço, saúde e novas preferências.
O sabor continua sendo o grande responsável pela escolha: 62,6% dos entrevistados apontam esse fator como decisivo, enquanto 15,6% consideram o preço e 5,2% levam a marca em conta. Mesmo diante de aumentos, a preferência é por consumir menos, em vez de trocar de marca. Para 51,7%, a saída seria reduzir a frequência de compra.
A pesquisa também mostra que o consumidor está disposto a pagar mais por produtos diferenciados. Quase 74% afirmam que pagariam mais por sorvetes gourmet ou artesanais. Ingredientes naturais e versões com maior teor de proteína também aparecem entre os atributos que mais despertam interesse.
“As pessoas não querem deixar de tomar sorvete, mas estão redefinindo como, quando e por que consomem”, disse Márcio Favaro, presidente da ABRASORVETE.
Outro movimento envolve os medicamentos da classe GLP-1, conhecidos como “canetinhas”. Cerca de 30% dos entrevistados afirmam usar ou já ter usado esses medicamentos. Entre os usuários atuais, 54,1% reduziram o tamanho ou o volume das porções, mas o produto continua presente na rotina de parte desse público.
Para Favaro, o cenário aponta para um consumidor que busca mais do que apenas uma sobremesa. “O consumidor de hoje não busca apenas um doce, ele busca uma experiência”, afirmou.
E, para celebrar o Dia Nacional do Sorvete, em 23 de setembro, fica a pergunta: qual vai ser o sabor de hoje?
Fonte: noticias.r7.com