Gilberto Rodrigues dos Anjos, de 34 anos, condenado a 225 anos de prisão pelos assassinatos e estupros de uma mãe e três filhas, em novembro de 2023, em Sorriso (MT), pediu à Justiça autorização para estudar e trabalhar na Penitenciária Central do Estado, em Cuiabá (MT) onde está preso. O pedido foi analisado e negado pelo juiz Geraldo Fernandes Fidelis Neto.
Na decisão, o magistrado afirmou que a inclusão de presos em atividades educacionais e laborais é de competência da administração penitenciária e não do Judiciário.
Segundo o juiz, embora a Lei de Execução Penal garanta o direito ao trabalho e à assistência educacional, a efetivação depende da estrutura da unidade e de avaliação técnica individualizada.
Essa análise deve considerar o perfil do detento, suas aptidões e, principalmente, critérios de segurança, sendo atribuição da direção do presídio e das equipes psicossociais.
Com isso, a decisão sobre eventual inclusão do condenado em atividades de estudo e trabalho ficará a cargo da administração da penitenciária.
Em agosto de 2025, Gilberto foi condenado a 225 anos de prisão em regime fechado por matar e estuprar Cleci Calvi Cardoso, de 46 anos, Miliane Calvi Cardoso, de 19 anos, Manuela Calvi Cardoso, de 13 anos, e Melissa Calvi Cardoso, de 10 anos.
O CRIME
O crime ocorreu na madrugada do dia 25 de novembro de 2023, mas só foi descoberto pela polícia no dia 27, quando os corpos da mãe e três filhas foram encontrados dentro da casa, no Bairro Florais da Mata, em Sorriso.
Segundo a Polícia Civil, três das quatro vítimas foram encontradas degoladas e com sinais de violência sexual. Já a criança teria sido morta por asfixia.
Durante o interrogatório, Gilberto admitiu que invadiu a casa das vítimas pela janela do banheiro para roubar, mas que entrou em luta corporal com a mãe das meninas. Neste momento, a filha mais velha saiu do quarto para socorrer a mãe e também foi atacada.
Na sequência, ele confessou que assassinou as outras duas vítimas, ambas menores de idade.
Ainda durante o interrogatório, o criminoso contou que saiu da casa pela mesma janela por onde entrou e voltou para a obra, onde retirou as roupas sujas de sangue e guardou em um contêiner.
O assassino foi levado para a Penitenciária em Sinop. Depois, foi transferido para a Penitenciária Central do estado, onde permanece em uma cela individual, sem contato com os demais criminosos, conforme determinou a Justiça.
Fonte: sinoponline.com