Um idoso de 77 anos, identificado como Lair da Rosa, morreu após entrar em confronto com a Polícia Militar na noite de domingo (14), em Nova Xavantina (MT), depois de invadir a casa da ex-mulher e tentar matá-la a tiros, mesmo com medida protetiva em vigor.
Segundo a PM, o idoso não aceitava o fim do relacionamento e entrou armado na residência da ex-companheira, de 58 anos, onde efetuou diversos disparos. A mulher conseguiu se trancar no banheiro e acionou a polícia enquanto o ex-marido circulava pela casa, atirando e fazendo ameaças de morte.
Ao chegarem ao local, na avenida Brasília, os policiais encontraram o portão arrombado e ouviram tiros vindos do interior do imóvel. Durante a tentativa de abordagem, o idoso saiu da cozinha com um revólver calibre .38, apontou a arma na direção da equipe e ignorou ordens de rendição.
Diante da ameaça direta, houve troca de tiros. O idoso foi baleado. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas ele morreu ainda no local. Dentro da casa, os policiais constataram ao menos cinco disparos efetuados pelo agressor.
Após a ação, a vítima foi resgatada sem ferimentos, mas em estado de choque. Ela possuía medida protetiva de urgência, concedida após uma sequência de ameaças e descumprimentos judiciais.
De acordo com a Polícia Militar, o idoso já tinha histórico de violência, com registros por ameaça e importunação sexual. Conhecido na cidade, atuava no comércio local.
O caso escancara a gravidade da violência doméstica, inclusive entre pessoas idosas, e reacende o debate sobre a efetividade das medidas protetivas, especialmente quando há reincidência e risco iminente de feminicídio.
A advogada da vítima, Renata Domaris, afirmou que o desfecho poderia ter sido evitado. Segundo ela, havia um pedido de prisão preventiva protocolado em 12 de novembro de 2025, com base no artigo 24-A da Lei Maria da Penha, além de solicitação de monitoramento eletrônico ambos com parecer favorável do Ministério Público.
Mesmo assim, o Judiciário determinou apenas a busca e apreensão da arma, que não foi localizada na época.
O caso segue sob investigação.
Fonte: Tribuna News Marília