Lipedema: como evitar a progressão da doença por meio do diagnóstico precoce?

Lipedema: como evitar a progressão da doença por meio do diagnóstico precoce?

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Estudo internacional publicado no Vascular Medicine revela falhas no diagnóstico do lipedema, com apenas 46,3% das mulheres identificadas corretamente;

Identificar os sinais iniciais do lipedema é essencial para prevenir complicações; o médico especialista desempenha papel fundamental nesse processo;

O lipedema é uma condição crônica caracterizada pelo acúmulo anormal de gordura em membros inferiores e que atinge cerca de 10 milhões de mulheres no Brasil e 10% delas em todo o mundo. Frequentemente confundido com obesidade ou linfedema, o diagnóstico precoce é importante para evitar que a doença avance para estágios mais graves, quando as alterações já começam a impactar a mobilidade e a qualidade de vida do paciente.

Entre os sinais iniciais que devem chamar a atenção estão:

. Acúmulo simétrico de gordura nas coxas, quadris e braços;

. Dor ou sensibilidade à pressão nos locais afetados;

. Facilidade para formações de hematomas;

. Sensação de peso ou inchaço que não melhora com elevação do membro.

Estudos recentes reforçam a importância de diferenciar lipedema de outras condições. A obesidade, por exemplo, melhora com mudanças no estilo de vida, como dieta e exercício, enquanto o lipedema não responde a essas intervenções. Já o linfedema é o acúmulo de água nas pernas – em vez de gordura – e é assimétrico.

A importância do diagnóstico precoce – Quando a pessoa é diagnosticada precocemente, é possível fazer um manejo multidisciplinar mais eficiente, que envolve nutricionistas, fisioterapeutas, endocrinologistas, vasculares e acompanhamento médico especializado. Com novos hábitos e protocolos, a progressão da doença é “controlada”.

Uma pesquisa internacional* publicada no Vascular Medicine mostrou que apenas 46,3% das mulheres com fenótipo de lipedema receberam diagnóstico de um profissional de saúde. Ou seja, mais da metade segue sem resposta clínica adequada, o que favorece a progressão da doença.

“O diagnóstico precoce do lipedema é fundamental para evitar o sofrimento da paciente, seja por conta dos sintomas como dor, perda de mobilidade, sensação de peso nas pernas, entre outros, ou pela demora no tratamento adequado, ou falta dele. Identificar a doença nos primeiros sinais permite um tratamento mais eficaz e evita muitos contratempos. Este trabalho não é da paciente, é do médico, do profissional de saúde. Para isso, é preciso informação, entender a doença, estudar muito. Este tem sido o meu propósito de vida e o trabalho da minha equipe”, comenta o diretor do Instituto Lipedema Brasil, Dr. Fábio Kamamoto.

Médicos especialistas em lipedema – Por isso, médicos e/ou especialistas em lipedema são importantes para evitar tratamentos inadequados e para promover uma abordagem personalizada para cada paciente. “Mesmo com a doença ainda pouco difundida na comunidade médica, é fundamental que a população procure por profissionais que possam, de fato, diagnosticar corretamente. O Instituto (@lipedemabrasil), que é um centro de referência global da doença, e a ONG Movimento Lipedema (@ongmovimentolipedema) compartilham informações relevantes para quem precisar”, finaliza.

*Link da pesquisa: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/37844030/

Sobre o Instituto Lipedema Brasil

O Instituto Lipedema Brasil (lipedemabrasil.com.br) é o primeiro centro de referência de Lipedema no país e no mundo, criado para compartilhar informações, apresentar a doença para a sociedade e mobilizar milhões de mulheres. É o primeiro no país a dedicar estudos, pesquisas e ensino à população e aos profissionais de saúde. Foi criado e dirigido pelo Dr. Fábio Kamamoto em 2021 e, atualmente, possui duas unidades em São Paulo – nos bairros do Pacaembu e Ibirapuera. Por meio de uma campanha online, o Instituto luta pela democratização do acesso ao tratamento da doença no país, como já acontece em outros países como os Estados Unidos. Atualmente, a campanha conta com mais de 46 mil assinaturas.

Outras informações para a imprensa:

Fonte: Instituto Lipedema Brasil