Não dormir bem aumentam riscos de demência

Não dormir bem aumentam riscos de demência

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Privação contínua do sono pode provocar estresse oxidativo, mudanças em genes ligados à memória e ao aprendizado e acúmulo de proteínas tóxicas no cérebro.

Dormir bem vai muito além de descansar. Um estudo publicado na revista The Journal of Neuroscience mostrou que a falta crônica de sono pode ativar mecanismos no cérebro que, a longo prazo, aumentam o risco de demência e outras doenças neurológicas.

Enquanto dormimos profundamente, o cérebro utiliza o chamado sistema glinfático para eliminar toxinas, incluindo a proteína beta-amiloide, ligada ao Alzheimer. Quando o sono é insuficiente ou constantemente interrompido, esse processo de “limpeza” não acontece de forma adequada, favorecendo o acúmulo de substâncias prejudiciais.

Pesquisas também revelam que pessoas com distúrbios do sono, como insônia ou apneia, têm maior probabilidade de desenvolver declínio cognitivo. Estudos de neuroimagem apontam que dormir menos de 7 horas ou mais de 9 horas por noite está associado a alterações cerebrais que podem antecipar quadros de demência e AVC.

Além disso, a privação contínua do sono pode provocar estresse oxidativo, mudanças em genes ligados à memória e ao aprendizado e acúmulo de proteínas tóxicas no cérebro. Tudo isso reforça que o sono de qualidade é um verdadeiro aliado da saúde cerebral.

Fonte: Mistérios do Mundo