Após novas informações obtidas nas investigações e nos depoimentos colhidos dos dois acusados pelo desaparecimento da universitária Carmem de Oliveira, a Polícia Civil deve solicitar a prorrogação da prisão.
O namorado de Carmen, Marcos Yuri Amorim, e o policial militar ambiental da reserva, Roberto Carlos de Oliveira que, estão presos há 25 dias, desde 10 de julho. E o prazo da prisão preventiva vence em 10 de agosto.
Para a Polícia, Carmem foi vítima de feminicídio. O delegado responsável pelo caso, Miguel Rocha, confirmou a hipótese, com base nos depoimentos prestados esta semana pelos dois acusados. E que ela teria sido morta no sítio de Yuri, no Assentamento Estrela da Ilha.
Yuri Amorim foi ouvido na segunda-feira (28), na Cadeia de Penápolis (SP). Já o policial militar ambiental da reserva Roberto Oliveira foi ouvido na terça-feira (29), no Presídio Militar Romão Gomes, na capital paulista.
Os depoimentos também apontaram novas informações quanto a ocultação do corpo. “Mas os detalhes não serão divulgados para não comprometer as investigações”, afirma Miguel Rocha.
O delegado adiantou que, diante das versões apresentadas nos depoimentos e da localização dos pedaços do celular, deverá ser solicitada a prorrogação da prisão temporária de Yuri e Roberto por mais 30 dias.
Após as novas diligências, o delegado deve solicitar a realização de uma reconstituição do crime no sítio de Yuri.
O CASO
Para a Polícia, Carmem foi vítima de feminicídio. Estão presos o namorado de Carmen, Marcos Yuri Amorim, e o policial militar ambiental da reserva, Roberto Carlos de Oliveira que, de acordo com a Polícia, mantinha um suposto caso amoroso com Marcos.
O crime, aponta a Polícia, foi motivado pela pressão de Carmen para Marcos assumir o namoro. O suspeito não queria tornar público o relacionamento, o que poderia ter motivado o assassinato.
Carmen também teria montado um “dossiê” contra Marcos, que continha elementos de supostos crimes praticados por ele, como furtos. Este pode ter sido outro motivador para o crime.
Ainda de acordo com a Polícia, Marcos recebeu suporte do policial Roberto Carlos.
Os suspeitos, de acordo com a Polícia, negam participação no desaparecimento de Carmen e se declararam inocentes.
A outros veículos de comunicação, a defesa de Roberto Carlos disse que ele é inocente e que provará que ele “não cometeu os crimes dos quais é acusado”. A defesa de Marcos Yuri não foi localizada.
O espaço segue aberto.
Por ilhadenoticias