O estado do Rio de Janeiro confirmou 269 casos de mpox entre janeiro e 3 de novembro de 2026. No mesmo período do ano passado, foram 92 casos, um salto de quase três vezes. Não há nenhum óbito registrado.
O número pesa no cenário nacional. O Brasil soma 665 casos no ano, segundo o Ministério da Saúde. Isso significa que cerca de 4 em cada 10 infecções do país estão concentradas em território fluminense.
A mpox é uma doença viral causada pelo vírus monkeypox. Ela provoca erupções e lesões na pele e nas mucosas, além de febre, dor de cabeça, dores musculares, calafrios, cansaço e aumento dos gânglios linfáticos.
A transmissão acontece principalmente pelo contato direto com as lesões, em relações íntimas ou pelo compartilhamento de objetos pessoais. A maioria dos pacientes evolui de forma leve ou moderada e o tratamento é de suporte clínico.
A vacina existe, mas ainda alcança poucas pessoas. Até 2 de novembro, foram aplicadas 953 doses no estado. O esquema prevê duas aplicações, com intervalo de 28 dias.
A vacinação é priorizada para pessoas vivendo com HIV com imunossupressão, profissionais de laboratório que lidam com Orthopoxvírus e contatos de casos confirmados após avaliação da vigilância.
A Secretaria de Estado de Saúde informou que mantém vigilância ativa junto aos municípios e que vai receber reforço no estoque de imunizantes. O objetivo é ampliar a preparação da rede para o fim de ano, quando a circulação de pessoas aumenta.
A orientação é evitar contato com quem apresenta lesões ou sintomas suspeitos e buscar atendimento diante de qualquer sinal da doença.
Fonte: Plantão de Notícias 24 Horas