A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1636/2025, que propõe permitir que professores, servidores técnico-administrativos e outros profissionais das escolas públicas também possam ter acesso à merenda escolar.
Hoje, pela Lei nº 11.947/2009, a alimentação escolar do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) é destinada exclusivamente aos estudantes da educação básica.
Pode parecer apenas um detalhe administrativo. Mas para quem vive a rotina da educação, é muito mais do que isso.
Há professores que terminam um turno e saem correndo para outro. O intervalo entre uma escola e outra às vezes é de poucos minutos. Tempo suficiente apenas para atravessar a cidade, pegar um ônibus, entrar no carro ou caminhar rápido até a próxima sala de aula. Não há tempo para sentar e almoçar.
Enquanto isso, da cozinha da escola vem o cheiro do arroz com feijão, da sopa quente ou do macarrão preparado para os alunos. A comida está ali, feita dentro da própria escola, mas o professor segue para a sala de aula com a fome apertando e o relógio pressionando.
Por isso, essa discussão não é apenas sobre merenda. É sobre humanidade dentro da escola.
A escola é uma comunidade. Ali convivem alunos, professores, merendeiras, serventes, pedagogos, secretários, diretores. Pessoas que passam grande parte da vida naquele espaço. Pessoas que ensinam, cuidam, limpam, acolhem, orientam e mantêm a escola funcionando todos os dias.
Talvez seja hora de lembrar de algo muito simples: educação também se constrói com cuidado. E quem cuida da escola todos os dias também precisa ser cuidado.
Fonte: Concurso Publico