O presidente da Câmara Municipal de Olímpia (SP), Flávio Augusto Olmos (PP), renunciou ao comando do Legislativo na segunda-feira (19), após ser preso temporariamente durante uma investigação sobre um suposto esquema de “rachadinha”. Ele também solicitou afastamento das funções de vereador por 120 dias.
O pedido de renúncia foi formalizado por meio de um ofício encaminhado à Câmara Municipal. Com a saída de Olmos da presidência, o vice-presidente Marcelo de Branca (Republicanos) assume a condução dos trabalhos até a realização de uma nova eleição para o comando do Legislativo.
SORVETERIA É INVESTIGADA
A prisão ocorreu durante a operação “Caixa Frio”, conduzida pela Polícia Civil de Barretos. Segundo as informações da investigação, uma sorveteria ligada ao vereador teria sido utilizada como local para a entrega e o repasse de valores supostamente provenientes dos salários de assessores.
A operação cumpriu quatro mandados de prisão temporária e oito de busca e apreensão. Além do presidente da Câmara, três assessores ligados ao gabinete dele foram presos.
Durante as buscas, os policiais recolheram documentos, celulares e equipamentos de informática em endereços relacionados aos investigados, incluindo o gabinete do vereador e a residência dele.
CASO TRAMITA SOB SIGILO
O caso tramita sob sigilo judicial, e as suspeitas continuam sendo apuradas pelas autoridades.
Flávio Augusto Olmos está no segundo mandato como vereador e foi eleito presidente da Câmara Municipal no ano passado.
As informações foram divulgadas pelo portal DH Hoje Interior. A investigação está em andamento, e os fatos apurados ainda não representam uma condenação.
Fonte: DH Hoje Interior