Ela seguia para um sítio que estava sendo negociado
ITAPIRA/SP – Seguem foragidos dois criminosos que mataram a tiros a corretora de imóveis Fabíola Fernandes Araújo, de 42 anos, dentro de um táxi em uma estrada rural de Itapira, interior de São Paulo, na quinta-feira (24).
Segundo o boletim de ocorrência, o taxista notou que a moto perseguia o veículo quando trafegava por uma estrada de terra no bairro Ponte Preta, onde Fabíola iria apresentar o sítio a um interessado.
O motorista informou que os ocupantes da motocicleta emparelharam com o carro e ordenaram que ele baixasse o vidro.
Em seguida, exigiram a bolsa, o celular de Fabíola e a chave do veículo. Após o roubo, efetuaram dois disparos contra a corretora e fugiram.
No sítio onde a visita estava marcada, dois corretores aguardavam a chegada de Fabíola. Por conta da demora, eles seguiram até a estrada e, segundo relato, chegaram a avistar a moto dos criminosos seguindo no sentido Águas de Lindóia.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública informou que o caso foi registrado como homicídio na Delegacia de Polícia de Itapira, que instaurou inquérito policial para apurar todas as circunstâncias dos fatos e identificar e prender os autores. “Nenhuma hipótese é descartada pela investigação”.
Até a última atualização do caso, ninguém havia sido preso.
Segundo o corretor de imóveis Carlos de Jesus, Fabiola havia solicitado o táxi porque estava sem carro naquele dia.
“Nós tínhamos agendado com o comprador para apresentar uma propriedade. O vendedor é o nosso cliente, e ela ia trazer o comprador. Então, como ela não tinha carro, ela solicitou um táxi para levar ela até lá. E, no trajeto do caminho, depois que a gente passou por toda essa tragédia, ficamos sabendo que dois motoqueiros, inclusive, passaram por nós, pararam ela no meio do caminho, levaram a bolsa dela e deram os tiros. E ela acabou falecendo no carro”, afirmou.
Carlos também descreveu Fabiola como uma profissional dedicada e disse que os dois já trabalhavam desde cedo no dia do crime.
“É uma pessoa dedicadíssima ao trabalho, sem preguiça para trabalhar. […] tentando a todo momento querer vencer na vida, trabalhando honestamente. E, sem motivo aparente, acontecer tudo isso, a gente fica revoltado”, disse.
Fonte: Jornal do Povo