E se o próprio organismo pudesse capturar a nicotina antes que ela chegasse ao cérebro? Uma pesquisa brasileira está desenvolvendo uma vacina antitabagismo capaz de estimular a produção de anticorpos contra a substância responsável pela dependência do cigarro.
A ideia é que esses anticorpos se liguem à nicotina ainda na corrente sanguínea. O conjunto formado ficaria grande demais para atravessar com facilidade a barreira que protege o cérebro, reduzindo a ativação do sistema de recompensa e a sensação de prazer associada ao ato de fumar.
A tecnologia poderia ser especialmente importante para evitar recaídas entre pessoas que já decidiram abandonar o cigarro. No entanto, a pesquisa ainda está em fase inicial, foi testada apenas em animais e precisará passar por diversas etapas antes de qualquer possível uso em seres humanos.
Como essa vacina funcionaria? Por que ela não substituiria os tratamentos já existentes? E quais obstáculos a ciência ainda precisa superar?
Por jaimaginouisso