Após a forte reestruturação anunciada pelo Grupo Casas Bahia, agora é a vez do Bradesco, um dos maiores bancos privados do Brasil, promover um corte expressivo: 324 agências serão fechadas e 2,4 mil funcionários serão desligados de postos de trabalho no Brasil entre junho de 2025 e junho de 2026, segundo levantamento divulgado na quarta-feira (19).
Ao final de junho, o banco tinha 79.699 funcionários, sendo 67.954 bancários. Somente no segundo trimestre de 2026, foram eliminados 868 postos de trabalho bancários.
A redução da rede física ocorre enquanto a instituição amplia a utilização de canais digitais. O Bradesco atribui a adequação da estrutura à mudança no comportamento dos clientes e à transformação digital dos serviços bancários.
No mesmo período, a base de clientes do banco cresceu em cerca de 300 mil, chegando a 110,4 milhões, segundo dados do Banco Central citados pelo levantamento.
A redução da rede e do quadro de funcionários tem sido criticada por sindicatos de bancários, que afirmam que os fechamentos podem prejudicar o atendimento presencial e aumentar a sobrecarga dos trabalhadores que permanecem nas unidades.
Os números correspondem ao período de 12 meses encerrado em junho de 2026, e não a demissões e fechamentos realizados exclusivamente nesta quarta-feira.
DETALHES DA REESTRUTURAÇÃO
Agências fechadas: 324 unidades, o que representa uma parcela significativa da rede de atendimento presencial.
Cortes de pessoal: 2,4 mil demissões, em mais um movimento de redução de força de trabalho no setor.
Motivos apontados: Crescimento do atendimento digital, migração de clientes para canais virtuais e pressão por eficiência econômica.
Impacto social: As demissões e o fechamento de agências atingem principalmente cidades do interior e bairros periféricos, reduzindo o acesso a serviços bancários presenciais para a população.
Fonte: Danuzio Neto