Musico acusado de estuprar criança de 2 anos continua foragido

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Criança ficou traumatizada após os abusos

BRASILIA/DF – Seguindo com as investigações, a Polícia Civil do Distrito Federal divulgou o nome e a fotografia do músico André Zaparoli Seccadio, apontado como foragido da Justiça e acusado de estuprar uma menina de apenas dois anos.

Diante da dificuldade em localizá-lo, a corporação decidiu tornar pública a identidade do investigado e pede à população qualquer informação que possa ajudar as equipes a encontrá-lo.

O caso está a cargo da 2ª Delegacia de Polícia, na Asa Norte, responsável por reunir um conjunto amplo de elementos ao longo do inquérito.

Foram ouvidos familiares da criança, profissionais da instituição de ensino frequentada por ela, testemunhas do caso e o próprio André, além da análise de outros elementos produzidos durante as diligências policiais. Esse cruzamento de depoimentos e evidências foi o que sustentou o avanço da apuração até o pedido de prisão.

Durante a instrução do inquérito, os investigadores constataram uma alteração significativa no comportamento da vítima após os fatos apurados.

Profissionais da instituição de ensino relataram à polícia que a criança passou a apresentar episódios frequentes de choro intenso, nervosismo e crises emocionais, além de regressão no processo de desfralde — retrocesso que costuma ser associado, em crianças pequenas, a quadros de forte abalo emocional.

A menina também desenvolveu constipação severa, quadro que, segundo os relatos, chegou a exigir atendimento médico em diversas ocasiões.

As diligências conduzidas pela 2ª DP não se limitaram ao caso mais recente: os investigadores também reuniram outros relatos que indicam, em tese, a prática de violência sexual atribuída a André em ocasiões anteriores.

Paralelamente, a PCDF apurou que o músico já possuía medidas protetivas determinadas pela Justiça em decorrência desses fatos anteriores. Mesmo assim, segundo a polícia, ele compareceu à residência da vítima em mais de uma oportunidade, descumprindo as restrições judiciais, e posteriormente voltou a se aproximar dela.

Diante da gravidade dos fatos apurados, e considerando a necessidade de resguardar a ordem pública, proteger a vítima, preservar a regularidade da instrução criminal e assegurar a futura aplicação da lei penal, a PCDF solicitou ao Poder Judiciário a prisão preventiva do criminoso.

O pedido foi acolhido pela Justiça. A partir de então, equipes da Polícia Civil passaram a realizar diligências para localizar André, mas ele não foi encontrado em nenhum dos endereços conhecidos pelas autoridades — o que levou a corporação a declará-lo foragido da Justiça e a divulgar seu nome e sua foto em busca de colaboração da população. Ver menos