22 de setembro de 2026

DO TANQUE AO PRATO – Curso promete transformar a piscicultura e gerar nova renda em Castilho

DO TANQUE AO PRATO – Curso promete transformar a piscicultura e gerar nova renda em Castilho

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CASTILHO — A busca por alternativas viáveis e lucrativas para a agricultura familiar em Castilho ganhou um reforço de peso. Moradores da nossa região participaram de uma capacitação intensiva voltada ao cultivo de peixes, abrindo um leque de oportunidades para o agronegócio local.

Realizado no Assentamento “Celso Furtado (Três Barras)”, entre os dias 28 de junho e 1º de julho, o curso de Piscicultura — “Cultivo em Tanque Escavado” uniu teoria e muita prática para preparar os produtores rurais para um mercado em franca expansão.

PARCERIA ESTRATÉGICA E VISÃO DE FUTURO

O sucesso do treinamento foi o resultado direto de um esforço conjunto. A iniciativa nasceu da parceria entre o convênio FAESP-SENAR-SP, o Sindicato Rural de Andradina e a SEAPE (Secretaria de Agricultura e Pecuária de Castilho).

O vice-prefeito e também secretário municipal de Agricultura e Pecuária, João Gabriel Passarini Oliveira, ressaltou o impacto dessas conexões para o desenvolvimento do município, destacando que a soma de forças entre as instituições públicas e privadas é o que viabiliza conhecimento técnico de alto nível para quem está no campo.

João Gabriel também fez questão de estender o reconhecimento ao prefeito Paulo Boaventura, enaltecendo seu olhar atento e sensível às reais demandas e necessidades dos produtores rurais castilhenses.

DA CONSTRUÇÃO À MESA: Uma Imersão de 4 Dias

Sob o comando do instrutor do SENAR-SP, o engenheiro agrônomo Odenir Visintin Rossafa Garcia (vindo de Santa Fé do Sul-SP), uma turma de 16 alunos encarou uma jornada puxada com carga horária distribuída em 4 dias de imersão total.

O conteúdo foi cirúrgico e cobriu toda a cadeia produtiva:

    • Estrutura e Manejo: Desde o planejamento e a construção correta do tanque escavado, escolha dos alevinos, até o controle de doenças.

    • Gestão e Custos: Cálculos precisos de ração, capacidade de produção e custo real de cada ciclo.

    • Agregação de Valor: Técnicas de comercialização, embalagem e a execução de cortes especiais no pescado — diferencial que aumenta a margem de lucro.

Toda a execução e o dia a dia das atividades foram acompanhados de perto pelo subsecretário da pasta de Agricultura e Pecuária, Diogo Morais, garantindo o suporte logístico e o acolhimento aos participantes.

Mais do que apenas criar peixes, o curso focou na transformação social: garantir a geração de renda extra, dar mais qualidade de vida às famílias do campo e assegurar uma alimentação rica em proteínas de excelente qualidade nutricional diretamente na mesa dos castilhenses.

(Marco Apolinário/JPN)