8 de julho de 2026

Inverno reforça papel do clima e da inovação na agricultura brasileira

Inverno reforça papel do clima e da inovação na agricultura brasileira

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Levantamento da Croplife Brasil e Nexus aponta tecnologia e clima como principais diferenciais competitivos do agronegócio brasileiro

Diferente de países de clima temperado, onde a estação reduz significativamente a atividade no campo, o Brasil consolidou um sistema produtivo capaz de manter a atividade agrícola ao longo de todo o ano, apoiado na agricultura tropical, no uso de tecnologia e no conhecimento acumulado sobre diferentes condições climáticas.

Além das grandes culturas de verão, como soja e milho, o país também ampliou a produção de culturas de inverno, como trigo, aveia e cevada. Em algumas regiões, ainda há a segunda safra de milho e algodão após a colheita da soja, reforçando a ocupação das áreas agrícolas durante praticamente todo o calendário produtivo.

Esse modelo é resultado de décadas de adaptação às condições tropicais, com avanços em manejo, sistemas como plantio direto, rotação de culturas, uso de cultivares adaptadas e adoção crescente de bioinsumos e outras tecnologias desenvolvidas para diferentes realidades climáticas do país.

Um levantamento realizado pela Croplife Brasil em parceria com a Nexus indica que, na percepção de formadores de opinião e tomadores de decisão, o clima e a tecnologia são os principais diferenciais competitivos do agronegócio brasileiro. Segundo o estudo, 17% dos entrevistados apontam o clima como fator central e 12% destacam a inovação.

Para a Croplife Brasil, esse modelo produtivo reforça a necessidade de um ambiente regulatório alinhado às especificidades da agricultura tropical.

“O Brasil mantém sistemas produtivos ativos mesmo durante o inverno, utilizando tecnologias adaptadas às diferentes condições climáticas do país. É preciso defender nossa autonomia regulatória e um ambiente de investimento em inovação constante. Isso não significa flexibilizar regras ou critérios ambientais e sanitários, mas garantir uma regulação que faça sentido à realidade brasileira que não pode ser limitada por diretrizes de países onde o clima exige que o campo faça uma pausa por meses”, afirmou Ana Repezza, presidente da entidade.

A entidade destaca ainda que a campanha “O que é que só o Brasil tem?” busca ampliar o debate sobre as especificidades da agricultura tropical e reunir informações, estudos e conteúdos sobre o setor.

A iniciativa inclui ações de comunicação e um hub de conteúdo com dados e pesquisas que procuram explicar como o país desenvolveu soluções próprias para manter a produtividade em diferentes condições climáticas.

Fonte: mundorural.com