O padre Sidney Wilson Basaglia, de 53 anos, foi condenado pela Justiça por abuso sexual contra um adolescente coroinha da igreja, em Serra Negra, interior de São Paulo.
O crime, denunciado pelo Ministério Público, ocorreu quando a vítima tinha 14 anos. A sentença fixou a pena em 6 anos de prisão, a serem cumpridos inicialmente em regime semiaberto. Cabe recurso à decisão.
De acordo com a denúncia, os abusos aconteceram de forma continuada entre 2014 e 2016, com episódios registrados nas cidades de Serra Negra e Guarulhos.
O padre se aproximou do jovem ao convidá-lo para ser coroinha, aproveitando-se do interesse do adolescente pela vida religiosa.
Segundo a Promotoria, o sacerdote utilizou sua posição de autoridade para criar um vínculo de dependência emocional e manipular o jovem.
Isso facilitou a prática de atos libidinosos em locais como a casa paroquial e residências particulares. O padre oferecia presentes e jantares para manter a proximidade, agindo de forma velada para evitar suspeitas.
A decisão judicial destacou que as estratégias do religioso dificultaram qualquer reação da vítima.
OUTRO PADRE CONDENADO A 26 ANOS DE CADEIA
Segue em grau de recurso a sentença judicial que condenou o padre Antônio de Souza Carvalho, de Penápolis (SP), a 26 anos e oito meses de prisão por cometer ao menos dez estupros contra um coroinha.
Segundo a sentença, os crimes começaram em 2009, quando a vítima tinha 13 anos, e duraram até 2014.
Durante o processo, o padre negou os crimes e disse que eram demonstrações de “carinho”. A decisão foi proferida pelo juiz Vinicius Gonçalves Porto.
Conforme a sentença, o sacerdote iniciou os abusos após a vítima se mudar da zona rural para a área urbana de Penápolis e passar a frequentar a Paróquia Sagrada Família, localizada no bairro Eldorado, junto com sua família.
Com o tempo, o menor passou a atuar como coroinha da igreja, quando começou a ser abusado pelo padre no carro durante os trajetos até as missas.
Durante o percurso, o padre passava as mãos nas pernas e nas partes íntimas do adolescente, além de dar beijos em seu pescoço, segundo a sentença.
Em uma das situações narradas pela vítima, o adolescente viajou com o padre para Limeira, onde ambos dormiram no mesmo quarto e o padre novamente abusou dele.
Conforme relatos durante o processo, a vítima contou que não denunciava as agressões porque via o padre como um “Deus”. Todavia, passou a demonstrar comportamentos agressivos em casa e só revelou os abusos à igreja após completar a maioridade. Somente no ano passado é que a vítima denunciou o caso às autoridades.
O padre está afastado das funções como sacerdote e está morando atualmente em Lins, mas continua padre.