Imagens do crime foram compartilhadas nas redes sociais
Investigações da Polícia Civil comprovaram que os dois meninos, de 7 e 10 anos, vítimas de um estupro coletivo na zona leste de São Paulo, conheciam os abusadores e foram atraídos por eles para “soltar pipa”. Até o momento, quatro adolescentes e um adulto, Alessandro Martins dos Santos, de 21 anos, foram presos. Alessandro foi capturado na noite da sexta-feira (1°), em Brejões, interior da Bahia.
Segundo a delegada à frente do caso, Janaina da Silva Dziadowczyk, os abusadores e as vítimas eram vizinhos e tinham convivência.
“As crianças tinham confiança neles. Os criminosos chamaram para soltar pipa. Elas foram atraídas para um imóvel, porque eles passaram e falaram “vamos soltar pipa, aqui tem uma linha” e foi a forma que elas foram atraídas para dentro daquele imóvel”, disse a delegada, no domingo (3).
Além disso, a equipe de investigação afirmou que a iniciativa de começar a gravar o crime foi do adulto presente no local. Primeiro, o criminoso gravou, do próprio celular, os abusos e depois pediu para que um adolescente continuasse a gravação.
Até o momento, quatro adolescentes e um adulto foram identificados e detidos pelo crime. Um menor de idade segue foragido.
Segundo o secretário da Segurança Pública Osvaldo Nico Gonçalves, equipes da polícia estão negociando com a família do adolescente foragido para que ele se entregue. A delegada Janaina também afirmou que acredita que o investigado vai se entregar após a negociação com as autoridades. “A melhor coisa a fazer neste momento.”
Dos três menores apreendidos, dois foram levados pelos pais à sede do 63° Distrito Policial Vila Jacuí, responsável pela investigação. Outro adolescente foi apreendido em Jundiaí, interior de São Paulo.
O único maior de idade envolvido no estupro coletivo foi preso na Bahia. De acordo com a investigação do caso, ele deveria ser levado para São Paulo na segunda-feira (4).
Todos os envolvidos detidos confessaram o crime.
QUEM COMPARTILHOU?
Após a detenção dos cinco envolvidos no estupro coletivo das duas crianças, a polícia busca identificar quem foram as pessoas que compartilharam as imagens dos abusos nas redes sociais.
Segundo a investigação, o adulto preso pelo crime filmou o estupro e enviou para conhecidos pelo aplicativo de mensagem WhatsApp. A partir desse envio, as gravações foram divulgadas nas redes sociais.
As autoridades afirmaram que aqueles que compartilharam os vídeos também podem ser indiciados e pediu que as pessoas que estão divulgando os vídeos, mesmo que na boa intenção de expor a revolta sobre o crime, parem de expor as crianças.
Fonte: metrópoles.com