Flavio Cristiano Grizante, de 49 anos, e Ricardo de Oliveira Baltazar, de 31, morreram na noite de sábado (25) após um atropelamento seguido de queda de moto na rodovia Elyeser Montenegro Magalhães (SP-463), em Araçatuba. Uma jovem de 25 anos, que estava na garupa da motocicleta, foi socorrida e levada para atendimento médico, mas seu estado de saúde não havia sido divulgado até o momento.
O acidente ocorreu pouco antes das 19h, na pista sul da rodovia, no sentido Bilac, na altura do quilômetro 50,5, no início do trecho duplicado que passa pela área urbana do município. O local foi preservado para perícia, enquanto policiais militares rodoviários realizavam os primeiros levantamentos.
Grizante foi encontrado sem vida ao lado de uma bicicleta feminina, que transportava uma vara de pescar. Já Baltazar, condutor de uma moto Honda XRE-300, chegou a ser socorrido com vida, mas morreu durante o atendimento. A motocicleta foi completamente destruída por um incêndio após a queda.
Equipes do Corpo de Bombeiros atuaram no combate às chamas e no resgate das vítimas, com apoio do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). A jovem que estava na garupa permaneceu consciente e foi encaminhada ao pronto-socorro da Santa Casa.
Segundo relato inicial da sobrevivente, o acidente aconteceu quando um carro que seguia à frente da moto desviou bruscamente para a esquerda. Sem tempo para reagir, o motociclista acabou passando por cima de algo que estava na pista — posteriormente identificado como o ciclista. Após o impacto, ele perdeu o controle da direção, e os ocupantes da moto foram arremessados. O veículo só parou alguns metros à frente, momento em que pegou fogo.
A Polícia Civil investiga as circunstâncias do caso. A suspeita é de que o ciclista tenha sido atingido anteriormente por outro veículo, cujo motorista não prestou socorro e ainda não foi identificado. Também será apurado se houve envolvimento de outros veículos após a queda da motocicleta.
Peritos do Instituto de Criminalística estiveram no local, e os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) para exame necroscópico. A jovem ferida passava por exames na Santa Casa e não pôde prestar depoimento formal até o encerramento da ocorrência