A Polícia Civil de Fernandópolis deu continuidade, na quarta-feira (25), à operação “Dose Certa”, que chega à sua terceira fase com o objetivo de coibir a comercialização de medicamentos de origem ilícita ou em desacordo com as normas sanitárias. A ação, que contou com o apoio da Vigilância Sanitária, concentra as investigações na venda irregular de remédios controlados por meio de redes sociais, com foco especial em substâncias utilizadas para o emagrecimento, como as conhecidas “canetas”.
O trabalho investigativo teve início no final de 2025, após denúncias anônimas sobre o comércio ilegal desses produtos. Nas etapas anteriores, a polícia já havia recolhido celulares de suspeitos para perícia, buscando mapear a rede de distribuição. Esta nova fase foi motivada por uma denúncia recebida em janeiro deste ano, que apontava a venda de tirzepatida, apresentada como uma versão genérica do medicamento, por uma médica da cidade. Segundo os relatos, a substância era oferecida a pacientes por valores inferiores aos praticados no mercado regular.
Durante o cumprimento de mandados de busca na clínica e na residência da profissional, os agentes localizaram frascos do medicamento armazenados de forma inadequada na casa da investigada. A equipe da Vigilância Sanitária acompanhou a diligência, orientando sobre as normas corretas de conservação e realizando a conferência minuciosa dos itens encontrados. Apesar do armazenamento irregular, as autoridades informaram que, após a conferência de documentos e receitas médicas vinculadas a pacientes reais, não foram encontradas evidências de manipulação indevida do remédio no local.
A Polícia Civil ressaltou que as investigações seguem em andamento para identificar a origem exata das substâncias e verificar se há outros envolvidos no esquema de vendas. A análise dos aparelhos eletrônicos apreendidos desde o início da operação é considerada peça-chave para entender como o grupo operava digitalmente. A operação “Dose Certa” reforça a importância da fiscalização rigorosa sobre medicamentos controlados, visando evitar que o uso sem supervisão adequada coloque em risco a saúde da população.
Fonte: regiaonoroeste.com